Abril mostrou-se bastante variado nos estilos de música pesada, mas a grande constante foi a qualidade dos vários lançamentos que nos foram apresentados. Sem dúvida que teremos que destacar o regresso dos Kamelot, um dos grandes nomes do power metal mundial. "Haven" mostra a banda em grande forma, neste que é o segundo trabalho com o novo vocalista. Ainda nas sonoridades mais tradicionais temos os Magic Pie, com a sua obra prima de setenta minutos de hard rock e metal progressivo "King For A Day". Surpreendente como é que esta banda não é mais conhecida.

Sem surpresas, no entanto, temos os Armored Saint, cujo regresso já aqui noticiámos, materializado com "Win Hands Down".

Publicidade
Publicidade

Além de ser um dos melhores trabalhos da banda, ao nível do seu ilustre passado, trata-se de um grande álbum de heavy metal simplesmente. Voltando ao progressivo, temos os Nightmare World, banda/projecto do guitarrista dos mestres britânicos Threshold, Pete Morten, que surge em "In The Fullness Of Time" como vocalista. Este é um álbum de metal progressivo de qualidade rara.

No campo da surpresa temos os Shawn James & The Shapeshifters com o surpreendente "The Gospel According To Shawn James & The Shapeshifters", que até poderá não ser extremo, mas de certeza que qualquer fã de rock ou metal e das suas experimentações com folk vai ficar fisgado à primeira. Outra grande surpresa é a estreia dos Closet Disco Queen, com o seu álbum auto-intulado, composto por um duo de ex-membros dos The Ocean e que apresentam um rock instrumental para lá de viciante.

Publicidade

Os finlandeses Graveyard Shifters com "High Heels & Broken Bones" também surpreenderam com meia hora de animada festa punk, rock e metal.

Voltando para o doom, este mês de Maio trouxe-nos duas propostas fortíssimas. A primeira a cargo de uma aposta por parte da Relapse Records, os Valkyrie com o seu terceiro álbum, "Shadows", num heavy/doom como mandam as raízes criadas por Black Sabbath e Saint Vitus. Mergulhando mais a fundo, temos mais um lançamento dos Bong e é com satisfação que dizemos que apesar dos seus inúmeros lançamento este não é apenas mais um. "We Are, We Were And We Will Have Been" é uma viagem daquelas que faz sair do corpo e atingir um estado superior de consciência.

Falando de coisas mais extremas, temos o petardo black metal dos Wiegedood, com "De Doden Hebben Het Goed". Os Wiegedood são compostos por membros dos Amenra, Rise And Fall e Oathbreaker, ou seja, o mais inesperado possível para se ter black metal épico. Esperar o inesperado e, principalmente, o bom.

Publicidade

No death metal mais técnico tem que se apontar o regresso dos Pitbulls in The Nursery após uma ausência de 9 anos. "Equanimity" junta o extremismo do death metal com o elemento progressivo de bandas como Opeth e o resultado é um grande álbum.

Para último fica aquele que é o álbum do mês. A estreia a solo de George Kollias, o baterista dos Nile, com "Invictus", um álbum impressionante de death metal técnico onde o baterista surpreende tudo e todos, não pelo seu talento esmagador como baterista (algo que toda a gente já sabe), mas sobretudo pelos seus dotes de composição e por se revelar um multi-instrumentista de respeito e até vocalista. Sem dúvida, fica aqui já de registado que este será um dos álbuns do ano.

Ainda não chegámos a meio e já temos uma boa colecção de mais alta qualidade de metal dentro dos seus variados géneros. #Música