A época desportiva terminou com a conquista da Taça de Portugal e foi marcada pela má relação entre Bruno de Carvalho e o treinador Marco Silva, contratado ao Estoril por 4 anos. Em Dezembro chegou a ser noticiada a saída do treinador, na sequência de declarações em resposta a publicações do presidente nas redes sociais. Perante a mobilização dos adeptos, desde sempre ao lado de Marco Silva, o facto não se consumou, mas a situação não deixou de ser notícia constante.

Para a maioria dos sportinguistas, a vitória na Taça, conseguida de forma dramática frente ao #Sporting de Braga, colocava ponto final na questão da continuidade do jovem treinador. O apoio manifestado pelos sportinguistas, pelos jogadores e por muitos notáveis parecia incontornável para Bruno de Carvalho. Mas, apenas três dias volvidos, rebentou a bomba: Jorge Jesus terá aceite a proposta do Sporting e será o novo treinador dos leões nas próximas épocas.

Não podendo escapar ao condicional, dado que nenhum dos envolvidos confirmou a assinatura do contrato, parece tratar-se de mais uma jogada totalmente inesperada de Bruno de Carvalho, nomeadamente pelos valores envolvidos, pela forma de financiamento e por não estar concluída a dispensa de Marco Silva.

Segundo o noticiado, os valores oferecidos a Jorge Jesus poderão atingir 6 milhões de euros por época, bastante superiores aos 4 milhões que auferia no #Benfica, e serão financiados pela Holdimo e por investidores provenientes da Guiné Equatorial. Paralelamente, o presidente Bruno de Carvalho ter-se-á comprometido a contratar quatro jogadores de topo e a manter as principais figuras do plantel, com destaque para Rui Patrício, William Carvalho, Carrillo e Slimani.

A situação financeira do Sporting levou Bruno de Carvalho a afirmar que não sabe o orçamento com que pode contar dado o não apuramento directo para a Champions League e a inexistência de patrocinador para as camisolas. Gerou polémica, inclusivamente, a intenção dos responsáveis de cobrar entrada para a festa que assinalaria a conquista da Taça, comprovando a pouco desafogada situação da bolsa do Sporting.

A confirmarem-se os termos do acordo com Jesus parece tratar-se de um negócio fora do alcance dos leões, dado que representaria alocar ao treinador cerca de 30% do orçamento para o #Futebol. O sportinguistas parecem temer que o investimento da Holdimo represente mais um aumento de capital e o reforço da posição dos angolanos na SAD e receiam a entrada de investidores provenientes de umas das mais cruéis ditaduras africanas.

Face aos dados ainda não esclarecidos, a CMVM já pediu ao Sporting e ao Benfica que informassem sobre as contratações de Jorge Jesus e Rui Vitória, respectivamente. Dado estar sob vigilância da UEFA, acredita-se que aquele organismo venha, igualmente, analisar a situação e verificar a adequação dos registos contabilísticos às regras em vigor.

Sobra a situação de Marco Silva, com mais três anos de contrato, que terá tido conhecimento da contratação de Jorge Jesus pela imprensa, Bruno de Carvalho, mais uma vez, pondera avançar com rescisão unilateral, caso não chegue a acordo com o treinador que auferiria cerca de 2 milhões de euros nos três anos até fim do contrato.

Muitos dos sportinguistas tendem a dar apoio a Bruno de Carvalho, nomeadamente quando estão em causa ataques ao Benfica, no entanto, os riscos de condenações futuras e as críticas ao comportamento para com Marco Silva não deixam de se fazer ouvir. A acompanhar!