Nos últimos meses tem-se falado mais sobre os possíveis candidatos à Presidência da República do que sobre as #Eleições legislativas. Deixou de ser importante conhecer e debater as ideias de quem concorre para liderar o #Governo nos próximos quatro anos. O que realmente interessa é decidir quais os candidatos da direita e da esquerda que vão a votos em 2016 para substituir Cavaco Silva. No entanto o que poderia ser estranho, mas ninguém comenta, é o facto de que são os candidatos a autoproclamarem-se sem qualquer indicação dos partidos que vão ser obrigados a apoiá-los. A justificação está à vista de todos, embora só alguns a aceitem e poucos a assumam.

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Quem manda nos destinos do nosso país é a maçonaria e cada vez mais os partidos políticos portugueses são colocados de parte no que diz respeito a grandes decisões.

Apesar de 2015 ser ano de eleições legislativas, são as presidenciais que mais importam a quem tenta influenciar os destinos económicos, sociais e políticos do país. Os líderes dos dois partidos mais votados estão escolhidos e com mais ou menos forças externas a influenciar as suas nomeações, são estes os rostos que vão a votos em outubro. De um lado temos uma postura moderada de quem não se manifesta muito pois as orientações que possuí são para manter o mesmo registo dos últimos quatro anos. Do outro lado temos alguém que tenta aproveitar a onda de viragem à esquerda nas votações de outros países e, assim sendo, apresenta diversas medidas estruturais que nunca podem ser implementadas da forma que foram apresentadas, mas são bastante agradáveis aos ouvidos da população votante.

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O que não é de estranhar é a importância que se tem dado aos possíveis sucessores de Cavaco Silva. Desta vez assistimos a uma corrida individual que esmaga por completo qualquer decisão que possa surgir dentro dos partidos políticos. O que importa não é ter um partido a apoiar o candidato, mas sim ser o escolhido pelos importantes maçons que continuam a dominar a política e economia nacional, passando por cima de qualquer decisão interna nos partidos. O candidato imposto ao PS já foi definido e o candidato do PSD está prestes a ser também ser divulgado sem qualquer decisão oficial interna no partido.

No PS não se quer falar oficialmente sobre as eleições presidenciais pois a sua direção foi completamente desautorizada e relegada para segundo plano, assim que Sampaio da Nóvoa oficializou a sua candidatura. Um dos grandes ícones da maçonaria portuguesa e fundador do referido partido, Mário Soares, Jorge Sampaio e várias figuras socialistas optaram por marcar presença na conferência de Sampaio da Nóvoa, deixando António Costa sem qualquer margem de manobra.

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Nada de estranhar depois de termos visto estes mesmos senhores a afastar António José Seguro da liderança, para colocar no seu lugar o agora "amarrado" António Costa.

Do lado do PSD, está para breve o anúncio da candidatura individual de Rui Rio, que já recolheu nos bastidores os apoios necessários para forçar Passos Coelho a aceitá-lo.