Eleito em Março de 2013, Bruno de Carvalho tem presidido o #Sporting envolto em polémicas, assumindo decisões que se revestem de riscos, cujos efeitos apenas poderão ser medidos com o tempo e a resolução dos respectivos litígios judiciais. A perspectiva de contratação de Jorge Jesus caiu que nem uma bomba no meio futebolístico português. Sportinguistas e benfiquistas aguardam detalhes sobre a situação.

A rescisão de contrato com a Doyen, a interrupção da construção do Pavilhão, a relação conturbada com o treinador Marco Silva, a participação do principal investidor, o escrutínio da UEFA às contas, as incertezas relativas à situação financeira da SAD, as auditorias às gestões anteriores e a abertura do mercado de jogadores têm inquietado os adeptos.

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Bruno de Carvalho tem vindo a assumir uma postura bastante ambígua, oscilando entre alertas para as dificuldades financeiras e perspectivas de investimentos milionários, como parece ser o contrato oferecido a Jorge Jesus.

A transferência de Marcos Rojo para o Manchester United, por 20 milhões de euros, foi considerada por Bruno de Carvalho como um excelente negócio. No entanto, o negócio evoluiu para uma disputa jurídica com a Doyen, detentora do fundo que possuía 75% do passe do jogador, que viu o contrato com o Sporting rescindido unilateralmente. Dos relatórios contabilísticos divulgados não parece constar qualquer provisão para o caso de decisão desfavorável no processo movido pela Doyen, que pretende receber os 15 milhões de euros a que alega ter direito e uma indemnização não quantificada.

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Bruno de Carvalho apressou-se a destinar fatia substancial do valor da venda de Rojo à construção do Pavilhão para as modalidades (9,5 milhões de euros) e promoveu a "Missão Pavilhão" para completar o valor de 10 milhões necessários para dotar o clube da infraestrutura. A obra foi adjudicada à Somague SA no início do ano, no entanto em Abril denunciou o contrato alegando incumprimento da construtora que, entretanto, já avançou com processo judicial, pedindo indemnização. Muitos adeptos responderam ao apelo e contribuíram com verbas para que o Sporting pudesse, finalmente, ter o seu pavilhão e perante a incerteza, questionam-se sobre o destino dos montantes angariados.

Para o fim do presente mês está agendada a apresentação dos primeiros resultados das auditorias solicitadas, relativa às presidências de José Eduardo Bettencourt e Filipe Soares Franco, anunciadas por Bruno de Carvalho assim que tomou posse. Para muitos sportinguistas a situação poderá originar fricções dentro da família leonina.

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Depois de uma primeira época de recuperação desportiva, sob o comando de Leonardo Jardim (entretanto transferido para o Mónaco mas com alguns atritos com o presidente), Bruno de Carvalho elevou a fasquia e estabeleceu como objectivo para a época 2014-15 a conquista do título. Para resolver os problemas de tesouraria do clube anunciou a entrada de capital por parte da angolana Holdimo, de Álvaro Sobrinho, antigo presidente do BESA, envolvido na polémica situação do BES. Através de aumentos de capital da SAD, a empresa angolana passou a deter cerca de 30% das acções, o que é olhado com desconfiança por muitos sportinguistas.

A situação financeira da SAD é outro tema preocupante para os sócios e adeptos que, na sequência do inquérito da UEFA acerca do fair play financeiro, temem a imposição de sanções desportivas. A entidade máxima do #Futebol europeu manterá o Sporting sob vigilância por duas épocas.