Em ano de #Eleições, é certo e sabido que mais de metade do que se vê e ouve na comunicação social é falso ou então são elementos cuidadosamente manipulados em favor de outrem. Este ano, para além de não se fugir a essa regra, voltamos a ter como base da pré-campanha eleitoral a troca de acusações, em vez de existir uma discussão sobre as estratégias e objetivos de cada partido. No entanto, o que começa a deixar de ser normal é termos um povo que é desprezado e raramente tem acesso aos dados reais sobre como se encontra o país. Primeiro ouvimos as "caras" do atual #Governo dizer que estamos muito melhor do que estávamos no passado, mas depois vimos a saber que a dívida do estado aumentou cerca de 60 mil milhões de euros.

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Mas afinal obrigaram a população a apertar o cinto para que a máquina estatal pudesse continuar a usufruir das regalias burguesas?

Num país democrático, os elementos que compõem o Governo são escolhidos pela população votante. É a esta mesma população que os governantes eleitos têm a obrigação de prestar contas sobre os gastos, investimentos e que estratégias vão ser implementadas. Seria com base nestes fatores que os eleitores os escolheriam e seria sobre essas promessas que deveria incidir a governação. No entanto estas premissas estão desfasadas da realidade e a tendência é piorar, se a população continuar a assistir inerte a este constante rebaixamento por parte das pessoas que escolheram para gerir o seu país. Vivemos numa era em que ninguém cumpre o que prometeu e onde o principal argumento utilizado é sempre relativo ao partido que governou o país anteriormente e o deixou de tal forma falido que nada é possível fazer sem ser aumentar a austeridade.

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Sócrates utilizou este argumento durante 4 anos e Passos Coelho fez o mesmo, resultado: a dívida do país aumentou 36%.

Pelos elementos divulgados pela Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP), a dívida do Estado aumentou 60 mil milhões de euros desde 2011. Se os cidadãos portugueses fossem chamados para liquidar o que foi gasto indevidamente pelo Estado, teríamos de desembolsar mais de 21 mil euros cada um. Se vivemos 4 anos com cortes sucessivos nas reformas e nos subsídios atribuídos pelo Estado, se vivemos 4 anos a ver aumentar a carga fiscal que sufoca a generalidade da população, como é possível que a dívida aumente em vez de regredir? A resposta é simples e fácil de ser explicada. Temos gestores medíocres nomeados para cargos de topo dentro do Governo e as estratégias escolhidas para retirar Portugal do fosso em que estava em 2011 foram completamente erradas e desajustadas face à realidade económica e social do nosso país.

A deturpação da realidade do país é constantemente utilizada em benefício próprio pelos nossos governantes.

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Num dia temos Sócrates a dizer que está tudo bem e na semana seguinte aciona um plano de resgate ao país que o afundou ainda mais; num dia temos Passos Coelho dizer que o país está muito melhor e no dia seguinte sabemos que a dívida, em Maio aumentou para 224 mil milhões de euros.