O Super Bock Super Rock regressou à cidade para comemorar, entre os dias 16 e 18 de julho, os vinte anos de existência. Ainda que diferente, os festivaleiros foram-se adaptando à nova forma de viver o festival. Claro que o Meco está na memória de todos os fãs, mas ao longo dos três dias fomos ouvindo cada vez menos a referência ao antigo local. Ainda que nostálgicos, os festivaleiros souberam aproveitar a experiência no Parque das Nações.

Ao primeiro dia, as atenções estavam divididas entre Sting e o novo recinto. Apesar de Sting ter sido o grande chamariz do dia, o novo espaço foi o principal alvo de atenções, principalmente nas primeiras horas. O pórtico divide o espaço em dois: do lado esquerdo temos o imponente MEO Arena, que alberga dois palcos, o Palco Antena 3 e dois espaços stands de marcas. A festa de dia acaba por acontecer do lado direito: muitas áreas de refeições, a zona VIP, mais espaços de marcas e o Palco EDP. Aliás, o Palco EDP revelou, nesta edição, que já não é o palco secundário. A qualidade dos artitas que atuaram por lá, fizeram com que muitos não arredassem pé. Neste primeiro dia, sentimos os festivaleiros a andar "para trás e para a frente", numa clara descoberta do que era o novo SBSR. Meco foi, possivelmente, a palavra mais ouvida no primeiro dia. E quem não a dizia era o público mais velho, uma clara "novidade" neste SBSR. Depois de Duqueza ter aberto o lado esquerdo do recinto (ou melhor, o Palco Antena 3), rumámos até ao interior do MEO Arena. A choque foi óbvio: "Porque é que estamos de noite quando está de dia?". Esta foi a maior diferença, mas acabámos por ficar habituados. Não soube bem ouvir Stolen Dance num ambiente fechado, mas foi suportável. O festival foi acontecendo: vimos PZ de pijama e ainda olhámos para o ex-Oasis, mas a verdadeira atração chegou depois: Sting subiu ao Palco Super Bock e deu o show do primeiro dia! E acreditamos que as 18 mil pessoas presentes no primeiro dia concordam connosco.

Ao segundo dia ouvimos muito menos Meco e mais Blur, o grande atrativo do dia. Chegámos cedo e fomos diretos ver Isaura, a artista Tradiio que subiu ao Palco EDP no segundo dia. "Foi o primeiro concerto e não podia ter sido melhor", dizia a artista. E o público concordou a 100%, pelo menos respondeu positivamente a todo o alinhamento. Ainda fomos ver The Drums e Jorge Palma & Sérgio Godinho, mas Blur eram os mais esperados por todos. E, uma coisa é certa, foi um dos melhores concertos de todo o festival. Não faltou nenhum single e o público vibrou com todo o alinhamento.

Ao terceiro dia já só havia um nome na boca da maioria das 20 mil pessoas que passaram pelo recinto: Florence. Mas houve muito mais no Parque das Nações. Márcia deu um belo espetáculo no Palco EDP e Thunder & Co. abriram muito bem o Palco Antena 3. Mas, se falamos deste palco, temos de referir o show dos D'Alva. A banda entrou em grande e deu, para nós, o melhor concerto do Palco Antena 3. Alex mostrou-se honestamente feliz e a vibração transmitida passou para todo o público. Crystal Fighters deram um concerto em que ninguém parou de dançar e Fraz Ferdinand & Sparks não foram indiferentes a ninguém. Mas foi Florence a grande rainha da noite. A artista provou que tem a máquina bem oleada e que é uma das maiores artistas do panorama atual. O alinhamento continha muitas músicas do novo álbum, mas Florence fez questão de passar por todos os grandes êxitos dos dois trabalhos anteriores. O público vibrou em praticamente todas as músicas, porém foi com Dog Days Are Over que a casa ia indo abaixo.

Em resumo deixamos duas notas. O maior ponto positivo centra-se nas condições. Já no negativo destacamos a falta de música entre concertos e a acústica do MEO Arena. O SBSR acabou mas regressa em 2016.

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