Os rumores sobre a possibilidade de existir petróleo na zona costeira portuguesa já não são recentes, mas nunca é apresentado qualquer estudo que o comprove ou desminta. O secretismo envolto sobre os negócios neste mercado são já uma constante, mas 2015 tem sido um ano em que alguns elementos importantes foram divulgados, apesar de o #Governo continuar a não prestar declarações. Em janeiro, uma empresa britânica assumiu ter estado presente em algumas reuniões com o ministro do Ambiente e da Energia para apresentar estudos que apontam para a existência de 6 jazidas de petróleo no nosso país. Mais recentemente ficamos a saber que o antigo CEO da Galp está na liderança de um fundo de investimento que se prepara para iniciar a exploração em Portugal, Brasil e Angola.

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As dúvidas continuam a ser muitas e fica a questão no ar: O segredo é a alma do negócio ou são jogadas nos bastidores para ‘alguém’ ser favorecido no negócio?

No início do ano a empresa britânica IONIQ, confirmou à revista SÁBADO que dispunha de alguns estudos sobre a existência de 6 jazidas de petróleo em Portugal. Afirmaram recorrer a uma tecnologia única para a deteção deste recurso e estimaram que pudessem ser retirados pelo menos mil milhões de barris de petróleo e mais 30% de gás natural. Em entrevista à referida revista, confirmaram que estiveram com o ministro do Ambiente e das Energias Jorge Moreira da Silva, numa reunião onde foi apresentada uma proposta para uma parceria na exploração das jazidas identificadas. O gabinete do ministro assumiu que existiram reuniões entre ambos, mas os valores envolvidos e a legislação em vigor impossibilitavam que fosse criada uma parceria entre o Governo e a empresa em questão.

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Sejam credíveis ou não os estudos da empresa, por mera coincidência começamos a observar algumas movimentações de pessoas influentes neste mercado. Recentemente foi anunciado que o antigo CEO da Galp, Manuel Ferreira de Oliveira, irá liderar um fundo de investimento que por base tem a empresa canadiana Petroatlântico. Esta empresa irá efetuar um investimento inicial que pode chegar aos 5 mil milhões de euros, para a entrada nos mercados de Portugal, Brasil e Angola. Ferreira de Oliveira é conhecido como sendo uma pessoa com elevado conhecimento do setor e pelo que tem sido adiantado pela imprensa, algumas pessoas com vasta experiência no setor petrolífero vão acompanhar o seu antigo presidente nesta nova etapa.

As divergências entre a Galp e o Governo no que diz respeito à liquidação de taxas associadas ao setor energético são muitas. Juntando todos estes pontos, voltamos a ter mais algumas coincidências estranhas. A guerra entre o Governo e a Galp parece que passou a barreira dos tribunais e como trunfo surge esta empresa canadiana a entrar no mesmo nicho de mercado, apoiada por um antigo presidente da Galp.

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Os estudos sobre a possibilidade de existir petróleo em Portugal têm vindo a ser feitos há vários anos e agora surge esta empresa estrangeira que, ao contratar trabalhadores da Galp, leva consigo o conhecimento do mercado e conclusões sobre os estudos realizados. É incrível como acontecem tantas coincidências em Portugal, todas fruto do acaso claro. Veremos quem vai lucrar milhões nos próximos anos. Pode ser que volte a existir mais alguma coincidência e algum ex-ministro venha a ser também contratado pela Petroatlântico. #Negócios #Combustíveis