A discórdia entre os valores apresentados pelo #Governo e o que se passa na realidade no país é já uma constante nas últimas décadas. Os Governos apresentam indicadores sempre abrilhantados em seu benefício e tanto a oposição como o Instituto Nacional de Estatística, confrontam o executivo com outros dados estatísticos que indicam valores por vezes totalmente opostos. Um dos pontos de maior discórdia, até aos dias de hoje, tem sido o número real de desempregados existentes em Portugal, pois as estratégias de deturpação e ocultação são diversas. Num estudo agora apresentado pelo economista Eugénio Rosa, o Governo é acusado de estar a eliminar uma média de 56,3 mil desempregados por mês sem qualquer justificativo.

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Estamos assim perante mais uma manobra de diversão que tanto tem servido para o nosso Governo "pintar" um país que de real pouco ou nada tem.

O estudo efetuado por Eugénio Rosa e divulgado pelo Dinheiro Vivo apresenta as discrepâncias entre os valores que deveriam estar a ser apresentados pelo Governo desde o mês de Janeiro do corrente ano e os valores que são realmente divulgados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), que é tutelado pelo Ministério do Emprego e da Segurança Social. O estudo baseou-se em dados administrativos ou seja na Informação Mensal do Mercado de Emprego, que é apresentada no final de cada mês e deveria assim transitar para o início do mês seguinte.

Com base no número de desempregados do início de cada mês, o economista soma os novos desempregados inscritos e subtrai as colocações em postos de trabalho e/ou formações profissionais que ocorrem durante o mês.

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O que acontece é que todos os valores apurados são sempre bem superiores aos que têm sido constantemente anunciados pelo Governo. É claro que tem de ser considerada uma margem de erro, pois pode existir a limpeza de ficheiros devido a situações muito específicas como a desistência dos serviços do IEFP por se ter conseguido um trabalho novo, emigração e morte, mas mesmo tendo esses fatores em conta os números nunca podiam ser tão díspares.

Analisando os números apresentados por Eugénio Rosa, verificamos que em janeiro a diferença situava-se nos 41.105, em fevereiro passou para 58.256, em março seria de 63.969, em abril eram 58.858, descendo novamente em maio para 55.859 e voltando a subir para os 60.046 no mês de junho que foi o último mês analisado pelo economista. #Desemprego

Como já havia referido em artigos anteriores, a manipulação dos números é uma constante há décadas no nosso país e é utilizada como o principal argumento para enaltecer feitos que nunca chegaram a ser conseguidos por parte de quem nos governa. A população continua a ser bombardeada com informação deturpada que visa esconder a incompetência de quem não sabe ou não consegue gerir os destinos de uma nação.