Estudos recentemente apresentados voltam a identificar diversas lacunas na evolução de Portugal relativamente à sua sustentabilidade no futuro. A perda de população é abismal e a elevada idade da população residente associada à baixa natalidade, colocam o país à beira do abismo no futuro. Uma vez mais os números indicados, agora pelas Nações Unidas, contrariam as entrevistas de Pedro Passos Coelho e Paulo Portas, que continuam a iludir a população com uma realidade que não existe. As políticas de incentivo ao aumento da natalidade não existem, a estrangulação da economia fez com que milhares jovens recém-licenciados tivessem de procurar trabalho fora do país e o futuro de Portugal começa a ser preocupante também para as entidades externas.

Publicidade
Publicidade

Uma vez mais somos confrontados com indicadores preocupantes e que contradizem tudo o que o atual executivo continua a apregoar pela comunicação social. Nos mais recentes dados demográficos apresentados, Portugal é o 5.º país a nível mundial com a maior perda de população. No ano de 2014 Portugal perdeu cerca de 0,57% da sua população, sendo que no período compreendido entre 2010 e 2014 a perda total de população está já nos 1,7%. Apenas Porto Rico, Letónia, Lituânia e Grécia tiveram perdas de população residente no seu território superior a Portugal no ano transato. Se fizermos uma comparação fria aos números, vemos que a Grécia perdeu 0,63% da população no ano passado e podemos assim constatar que também a nível demográfico, entre outros aspetos já diversas vezes falados, não estamos numa situação muito diferente do povo grego.

Publicidade

Kirill Andreev, demógrafo da Divisão de População das Nações Unidas, estima ainda que em 2100 Portugal não tenha mais de 7,5 milhões de habitantes. Este será o resultado do saldo migratório negativo do país, bem como da baixa natalidade existente há décadas e que pouco ou nada tem vindo a ser invertida. Estes elementos agora além de preocupantes, não são novos e continuam a ser ignorados pelos governantes do nosso país ano após ano, governo após governo. Será assim tão difícil perceber o impacto negativo para a economia de um país, o que estes indicadores traduzem?

A estagnação da economia leva a que os jovens não consigam entrar no mercado de trabalho. Não conseguindo entrar no mercado de trabalho, a tendência acaba por se traduzir na saída em massa do país, seguindo a sua vida profissional e/ou familiar no estrangeiro. Ora pois aqui está um dos focos que influencia em boa parte a baixa natalidade no país, pois a população que se encontra nas faixas etárias mais propícias para terem filhos, não estão a viver nem a trabalhar em Portugal.

Publicidade

Por outro lado, a falta de emprego fez com que muitos emigrantes optassem por voltar aos seus países de origem, ou fossem procurar trabalho noutro país deixando de ser habitantes do território português. Quanto menos população ativa e empregada existir em Portugal, menos vão ser os descontos para assegurar a tão falada sustentabilidade da Segurança Social e mais limitada passa a ser a produção e eficiência do nosso país face a outros mercados.  #Emigração