A coligação Portugal à Frente (PàF), composta pelos dois partidos do atual governo, recusa-se a participar em debates onde não possa ser representada pelos líderes dos dois partidos. No entanto, assim que a outra coligação que é composta pelo Partido Comunista Português (PCP) e o Partido “Os Verdes” (PEV) exigiu ter os mesmos direitos e ser assim representada pelos líderes dos dois partidos, Passos Coelho e todos os outros partidos rejeitaram tal solução. Ou seja, Passos Coelho não aceita que as restantes coligações tenham o mesmo tratamento que exige ser atribuído à coligação a que pertence. Face a tal situação e uma vez que foi anunciada pela PàF que no debate televisivo frente ao PCP seria #Paulo Portas a representar sozinho a coligação, a CDU anunciou que também se fará representar pela líder do PEV.

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A estratégia da coligação PàF é fácil de ser entendida por um qualquer cidadão. Ou vamos em vantagem numérica para enfrentar os ataques dos nossos adversários, ou então vamos retirar importância aos debates televisivos para que os mesmos não tenham impacto na opinião dos eleitores e por consequência não sejamos penalizados nos votos finais. A estratégia por si só não escandaliza ninguém pois vem de governantes que em quatro anos deturparam todo o conceito de liberdade e democracia que ainda podia existir em Portugal. No entanto, a postura intransigente de obrigarem a que só a sua coligação tenha privilégios nos debates televisivos, isso sim, é a demonstração de uma ditadura sem qualquer disfarce.

Outro dos factos importantes a reter nesta pequena novela é a forma como os debates estão a ser decididos.

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Não existem leis claras sobre o formato que os debates devem ter e quem deve ou não comparecer nos mesmos, ficando as televisões nacionais como mediadores de conflito. Mais parece que em causa está a transmissão de um jogo de futebol em vez de um debate de ideias sobre a forma de governar os destinos do nosso país. Num país onde as leis continuam a ser dúbias e cada um se faz valer de uma interpretação própria das mesmas é normal que não exista qualquer ponto de entendimento, o que convém aos partidos que governam Portugal há várias décadas.

Estamos assim perante mais um elemento que comprova a falta de liberdade e isenção de uma real democracia no nosso país e que está em consonância com o estudo sobre a liberdade humana, onde Portugal ficou num misero 25º lugar. Como se diz e bem, maior cego é aquele que não quer ver… #Eleições