A fraca ou negligente gestão das empresas públicas não é um elemento novo no quotidiano português. No boletim informativo da Direção-Geral de Tesouro e Finanças sobre a situação financeira do Sector Empresarial do Estado (SEE) são apresentados resultados negativos na ordem dos 378 milhões de euros, apenas para os três primeiros meses de 2015. Este valor representa praticamente o dobro do valor previsto e é assim um aumento de 5% relativamente ao resultado líquido apurado no final de 2014. Os setores da saúde e dos transportes são os que mais influenciam este resultado, tendo uma responsabilidade de 95% do valor total apurado. No setor privado, qualquer gestor que apresentasse números semelhantes seria automaticamente despedido pelos acionistas; no entanto no setor público o tratamento é o inverso e serve como principal argumento sempre que o #Governo decide abrir mais um processo de venda, a saldos, de empresas sólidas no mercado em que operam.

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No documento agora revelado e também divulgado pelo Dinheiro Vivo, é ainda indicado que a dívida do SEE continua a ultrapassar os 30 mil milhões de euros. Outro dado importante é o facto de que ainda existem 37 swaps detidos, num total de 1750 mil milhões de euros e que neste momento representam uma perda potencial de 636 milhões de euros, ou seja o negócio ruinoso que terminou sem culpados continua a ter um forte peso nas contas públicas. Os principais “clientes” deste instrumento financeiro são a TAP, Metro de Lisboa, Carris e CP, entre outros. Tornando a leitura mais simples: as empresas que o Estado pretende despachar em saldos são as que ao longo dos anos mais negócios desastrosos tiveram. Coincidência, pura e simples coincidência fruto do acaso…

Sem empresas públicas lucrativas, os orçamentos de Estado ano após ano cingem-se a aplicar/gerir o valor cobrado em impostos à população.

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O país está endividado e não cria riqueza para ser autossustentável, estando cada vez mais entregue ao domínio externo, seja nas importações de bens essenciais, seja na solicitação de créditos e fundos europeus. A subjugação aos interesses dos “parceiros” europeus está a ter sucesso e dentro em breve teremos um governo que apenas servirá para garantir que as leis centralizadas em Bruxelas são cumpridas, pois não haverá nada nacional para ser gerido. #Transportes Públicos