Agora que duas semanas se passaram desde o fim do MEO Sudoeste, que decorreu de 1 a 9 de Agosto, chega a altura em que as saudades já são mais do que muitas e em que devemos reflectir no bom e no mau do festival. As novidades este ano eram mais muitas, e os festivaleiros sentiram-se ainda mais "aconchegados" do que no ano passado. Mesmo sendo este um artigo de opinião, vou tentar ser o mais imparcial possível. 

Cheguei apenas no dia 4, ao contrário do ano passado, em que cheguei no dia 1, e já o ambiente estava excepcional, como o MEO Sudoeste tem vindo a habituar todos os festivaleiros, e o campismo completamente lotado.

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Segundo amigos, já no primeiro dia encheu por completo, algo que não tinha acontecido em 2014. No que toca a novidades, na zona de campismo houve duas bem grandes. O espaço da LG, composto por máquinas de lavar roupa, e uma mesa de mistura, para que qualquer festivaleiro pudesse mostrar os seus dotes de disc-jockey; e uma outra que intrigou bastante os campistas porque, apesar de já marcar presença desde o dia 1, só foi revelada no dia 5. Essa novidade consistia num spot de uma conhecida marca de chocolates e cereais de pequeno-almoço, cujo objectivo era dar um pequeno-almoço completo aos campistas. Ambas as novidades tiveram bastante sucesso, estando bastante cheias a qualquer hora, enquanto se mantivessem disponíveis.

A zona do tão famoso canal da Herdade apresentou-nos também duas grandes novidades, que foram do agrado das muitas pessoas que por lá passaram.

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As margens do canal foram cimentadas, garantindo mais conforto e menos lama aos milhares que por ali passaram ao longo de todo o período do festival; e numa das margens foi inserido um pequeno "cais" onde, entre os dias 3 e 9 de Agosto, esteve presente um dj a animar as tardes dos festivaleiros.

Chegou o dia 5 e eis que, finalmente, se abriram "as portas" do recinto. Milhares de festivaleiros divertiram-se no recinto do festival, uns à caça de brindes e passatempos, outros marcavam já presença em frente ao palco MEO, junto às grades, para verem Wolfpack, Kura e Dimitri Vegas & Like Mike na primeira fila. E foi este o ambiente todos os dias antes do início dos concertos. Milhares de pessoas de um lado para o outro a recolherem brindes, ou a passarem horas e horas em filas enormes para poderem experimentar e ganhar tudo o que conseguiam.

À primeira vista, o recinto pareceu mais pequeno em comparação a 2014. Se estava ou não mais pequeno, julgo que nunca se irá saber, mas uma das possíveis provas foi, a partir do dia 6, o facto do som do Palco Santa Casa ser, por vezes, "abafado" pelo som vindo do Palco MEO, coisa que não aconteceu no ano anterior, que eu tenha dado conta.

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O que não impediu as enormes enchentes que este palco secundário teve, o que é de louvar por ser um palco em que estiveram presentes apenas artistas nacionais. Agir, Diogo Piçarra ou Mundo Segundo foram alguns dos artistas que arrastaram imensa gente até ao Palco Santa Casa.

Apesar de contratempos como o cancelamento da actuação de Lil Jon, por aconselhamento médico, ou a falta de alguns dos elementos da banda Clean Bandit, por terem ficado retidos no aeroporto, um dos pontos fortes deste MEO Sudoeste foi, novamente, o Palco MEO. Mas mesmo assim, a presença de bastantes artistas nacionais no palco principal ou de alguns dos maiores nomes da música electrónica não fez com que se escapasse a críticas negativas de muitos festivaleiros. Muitos queixavam-se da presença de um estilo musical em concreto no palco principal, a kizomba, presente em todo o lado, com Anselmo Ralph e Pérola (nome um pouco desconhecido dos portugueses) a representarem este estilo na mesma noite, mas a conseguirem uma das maiores enchentes que o palco principal viu.

No geral, posso considerar a edição do ano passado um pouco melhor do que a deste ano, mas isto é a minha opinião.

A edição de 2016, em que o MEO Sudoeste comemorará 20 anos, já tem data. De 30 de Julho a 7 de Agosto, a música volta à Herdade da Casa Branca. #Festivais