Numa das praças mais carismáticas de Lisboa, junto à Casa dos Bicos, na Rua dos Bacalhoeiros, onde a Fundação José Saramago tem sede, mais concretamente na Rua dos Arameiros, nas traseiras dos edifícios dos ministérios, o lixo é uma constante. A zona é um local de onde partem e chegam algumas das principais carreiras da Carris e onde está um espaço ajardinado, ladeado de palmeiras, que outrora tinha mais encanto. Para além de uma aparência descuidada, denotando falta de cuidados, o pequeno jardim é um sítio de despejo de lixo vário, de garrafas de bebidas e de outras embalagens.

A Lisboa, que cuja graça se entende como uma cidade boa, tem ali um recanto, denotando lados de uma Lis(má), numa cidade que é de todos.

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E porque Lisboa não é só minha, tenho de a preservar e de a deixar para todos como a encontrei, ou seja, boa. Este também é um local bilhete postal de Lisboa onde, para além dos restaurantes, casas de fado e da vista para a Sé de Lisboa, existem vários monumentos públicos de elevado interesse, como seja a Casa dos Bicos, local onde está a Fundação que tem o nome do Prémio Nobel da Literatura de 1998, o escritor José Saramago, e que merece mais respeito.

Por aqui passam diariamente milhares de cidadãos, quer de origem portuguesa, residentes na cidade ou na mesma área metropolitana, quer estrangeiros, turistas e outros transeuntes.

Este é um local histórico, pois foi ali que em 1523, segundo obras citadas na Wikipédia, D. Brás de Albuquerque, filho do Governador da Índia Portuguesa, mandou construir a Casa dos Bicos ou Casa de Brás de Albuquerque, que, para além de atualmente ser a sede da Fundação José Saramago, é também um dos núcleos do Museu de Lisboa, onde se pode encontrar um espólio que percorre a #História da cidade desde a ocupação romana até ao século XVIII.

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Fica situada a poucos metros do Terreiro do Paço, também conhecido como Praça do Comércio; existiram também naquele local a Alfândega, o Tribunal das Sete Casas e a Ribeira Velha, que era um mercado de peixe e de produtos hortícolas, e onde sempre existiram inúmeras lojas ligadas ao comércio, nomeadamente de comida e vinhos.

Se é certo que no terramoto de 1755 quase tudo foi destruído, a casa manteve-se, embora sem os dois últimos andares. Em 1973 os herdeiros da família Albuquerque venderam-na e foi a mesma utilizada até 1983 no comércio do bacalhau. Em 1983 o comissariado da XVII Exposição Europeia das Artes, Ciência e Cultura, reconstruiu-a e acrescentou-lhe os dois andares que teriam desaparecido com o terramoto, ficando o edifício a funcionar como local de exposições.

Por esta zona regista-se também a existência passada da muralha pertencente à Cerca Moura, que circundava este local. Em 1980, e após escavações arqueológicas, para além de terem sido revelados vestígios da muralha, também se verificou a existência de vestígios de tanques de salga da época romana, uma torre da época medieval e pavimento de origem magrebina.

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É necessário olhar atento por parte dos zeladores do pelouro respectivo da Câmara Municipal e pelas autoridades de segurança. Não são só os carteiristas e outros agentes do crime que afrontam Lisboa, mas também os que dos recantos com beleza fazem vazadores públicos de lixo. #Turismo