Mais um verão, mais uma onda de incêndios a dizimar o pouco que sobrou das nossas florestas e matas dos anos transatos. Lamentos e um sem número de altas figuras estatais a descartar as culpas para o clima e/ou zonas geográficas de difícil acesso são já um hábito de décadas no nosso país. Todos os anos perdemos milhares de hectares de floresta, morrem animais, pessoas e o resultado prático é apenas a abertura de inúmeros inquéritos para averiguar algo que nunca chega a ser conclusivo.

Quem ganha realmente com tudo isto nunca é responsabilizado e quem deveria tomar medidas de prevenção já nem se digna a optar pela remediação dos danos causados.

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Uma vez mais, teve de ser a Proteção Civil a vir em defesa de quem coloca a vida em risco diariamente no combate aos incêndios e denunciar a escassez de equipamentos para os bombeiros, bem como a sua pouca ou nenhuma formação.

Através de um comunicado enviado para a imprensa, o Conselho Português de Proteção Civil manifestou a sua insatisfação com a postura do #Governo, que continua a escravizar os #Bombeiros portugueses. Todos os anos ocorrem mortes de bombeiros no desempenho das duas funções e nenhuma medida é tomada pelo Ministério da Administração Interna para que os erros do passado sejam corrigidos. No documento encontram-se algumas situações lamentáveis e que nem nos países menos desenvolvidos deveriam ocorrer.

Os bombeiros continuam a combater os fogos com material de proteção individual insuficiente e o pouco que possuem é em muitos casos falsificado, ou seja uma reles imitação dos equipamentos certificados e como é óbvio mais caros.

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Outro dos pontos abordados é a falta de formação que os bombeiros portugueses continuam a ter, pois muitos deles vão combater fogos sem nunca terem tido uma formação digna desse nome.

Por último e não menos importante é a denúncia da miserável remuneração que alguns bombeiros auferem e que não chega a dois euros por hora e dessa forma não podem ser considerados voluntários ao abrigo da lei 71/98.

Posto tudo isto, estamos então perante uma forma legal e promovida pelo próprio estado de escravizar pessoas, enviando-as para as matas combater fogos sem o equipamento necessário, sem formação e sem uma remuneração minimamente decente. #Incêndio