Como pudemos apreciar no último artigo, 1972 foi o ano da consagração dos Deep Purple como entidade criativa (com o álbum “Machine Head”) mas também como força imparável em cima dos palcos (como “Made In Japan” bem ilustra). 1973 deu lugar a outros grandes nomes do rock, onde se destacam os Queen e os Pink Floyd. E se o rock estava na sua máxima força, o heavy metal também continuava a dar os seus primeiros mas seguros passos. Entre estes dez trabalhos escolhidos, é possível apreciar a influência que tiveram entre os músicos que viriam a revolucionar o mundo da #Música pesada. 1973 foi mais um ano inesquecível para o hard’n’heavy.

10- Mike Oldfield – “Tubular Bells” – O álbum de estreia de Mike Oldfield poderá soar deslocado nesta lista que foca o lado mais pesado do rock e as origens do heavy metal.

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No entanto é um marco do rock progressivo popularizado pelo trecho inicial utilizado na banda sonora do filme “Exorcista”. Depois de ter sido rejeitado por diversas editoras que o consideraram invendável, apenas Richard Branson e a sua Virgin Records acreditaram em “Tubular Bells” e tiveram com ele o seu primeiro grande sucesso.

9- Genesis –“Selling England By The Pound” – Continuando no rock progressivo, mais uma obra incontornável, referenciado pelos fãs dos primeiros trabalhos da banda e por muito músicos como um dos seus melhores trabalhos.

8- King Crimson – “Larks' Tongues in Aspic” – Ainda no progressivo, mas agora numa vertente mais experimental e próximo da fusão jazz, temos o quinto álbum dos King Crimson. Além de ser mais uma obra extravagante da banda inglesa, o peso do proto-heavy metal é também uma das características mais marcantes.

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7- Lynyrd Skynyrd – “(Pronounced 'Lĕh-'nérd 'Skin-'nérd)” – Primeiro álbum desta mítica banda norte-americana de hard rock que contém verdadeiras pérolas da música pesada, incluindo a incontornável “Free Bird”, uma power-ballad épica, referência para muitas bandas como Metallica, Dream Theater e Black Label Society.

6- Queen – “Queen” – O primeiro álbum dos Queen mostra uma banda muito diferente daquela que viria a ficar famosa. Com um pé no rock progressivo e outro no hard rock, a visceralidade deste primeiro álbum é lendária, com temas como “Keep Yourself Alive” a serem reinterpretados por músicos como Yngwie J. Malmsteen.

5- The Who – “Quadrophenia” – Álbum conceptual que contém alguns dos grandes temas da banda como a “The Real Me”. A exemplo de “Tommy”, também viria a ter uma adaptação cinematográfica no final dos anos 70.

4- Yes – “Tales From The Topographic Oceans” – Dois discos, quatro músicas, oitenta minutos. Talvez seja uma forma muito simplista para descrever esta enorme obra (em todos os sentidos) da banda de rock progressivo por excelência.

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Um trabalho que desafia o tempo e que influenciou uma legião de músicos anos mais tarde.

3- Black Sabbath – “Sabbath Bloody Sabbath” – Apesar deste álbum marcar o fim do alinhamento original, devido aos desentendimentos e esgotamento causado pelo uso de drogas, álcool e constante actividade que a banda tinha, é um dos favoritos dos fãs e um marco do heavy metal. O tema-título, em conjunto com “Sabbra Caddabra” e “Killing Yourself To Live”, são clássicos indiscutíveis tanto da banda como do género.

2- Led Zeppelin – “Houses Of The Holy” – Apesar de não ter sido muito bem recebido pela crítica, comercialmente este trabalho foi um sucesso. “No Quarter”, “The Song Remains The Same” e “D’yer Mak’er” estão entre os temas mais memoráveis mas, na realidade, este é um trabalho bastante sólido que vale pelo seu todo.

1- Pink Floyd – “The Dark Side Of The Moon” – Um dos grandes álbuns de todos os tempos e a consagração mundial dos Pink Floyd. Referir a influência que teve nos músicos, seja de música pesada ou não, é um exercício fútil. Um álbum conceptual sobre o homem comum e aquilo que o afecta, seja o tempo, o dinheiro, o stress ou a loucura. Tecnicamente brilhante, musicalmente genial, este é um trabalho incontornável da música moderna.