Vivemos numa sociedade - disso todos nós sabemos. No entanto, o que nem todos sabem é que, para fazermos parte dela, é necessário, no mínimo, que os seus indivíduos sejam pessoas cívicas. Pessoas cuja responsabilidade social passa pelo respeito aos mais velhos; passa por deixarem de pensar mais nelas próprias e, entre muitos outros gestos que precisam de ser adoptados, imperiosamente, por todos. Tudo isto deveria ser uma premissa seguida por todos nós. Infelizmente, a história é outra.

Desde muito nova que os meus pais me foram inculcando o "real" significado da palavra civismo e, graças a eles, posso concluir que, de facto, tento pôr em prática todos os ensinamentos que por eles me foram transmitidos.

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Hoje, aos 20 anos, noto que muitas pessoas da minha idade não têm a plena noção do que esta palavra significa - e não falo só pessoas da minha faixa etária -, falo também de uma geração mais velha, aquela geração dos 30, 40 e assim por diante... Além do mais, é de frisar que, cada vez mais, há crianças com tão tenra idade, cuja essência do que é ser um verdadeiro cidadão também não está a ser-lhe transmitida.

Mas, afinal, onde é visível a falta deste civismo, em plena sociedade do século XXI? A resposta para esta pergunta pode ser encontrada, por exemplo, em simples acções do nosso dia-a- dia. Dizer "Bom dia", "Boa tarde", ceder o lugar aos idosos nos transportes públicos, saber respeitar a opinião alheia, são, por exemplo, algumas das acções que devem, ou  pelo menos, deviam ser praticadas pelas pessoas.

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São simples atitudes como estas  que, sem dúvida, têm o poder de contribuir para uma sociedade mais equilibrada e cívica. 

Nesta semana, a atitude de uma jornalista chocou o mundo. Petra Laszlo, que trabalhava na NT1, foi despedida depois de pontapear um refugiado, em Roeszke, na Hungria, segundo notícia avançada pelo El Mundo. A vítima estava integrada num grupo de refugiados, na fronteira da Sérvia com a Hungria. Em contrapartida, há quem tenha boas condutas para com o meio em que vive - nomeadamente, no nosso país -, que merecem ser destacadas: a agência Lusa revelou haver cada vez mais cidadãos portugueses que  estão dispostos a acolher famílias de refugiados. Atitudes como esta demonstram que o civismo também existe numa sociedade cada vez mais marcada pelo egocentrismo alheio.

Não nascemos cívicos - essa é a grande verdade. Porém, cabe aos agentes, como os pais e a escola, a tarefa de inculcar o significado desta palavra às suas crianças e, posteriormente, futuros jovens.

Muitos já fazem a sua parte na contribuição com atitudes positivas em prol da sociedade em que vivem, já outros nem sequer as põem em prática. De facto, ainda muito há que se fazer para que o  civismo seja uma palavra de ordem na nossa sociedade. É uma missão que deve contar com o apoio de todos nós. #Família #Emigração