Se a verdade é que de um lado do globo o Verão vai-se desenrolando sem grandes conflitos, no outro lado a guerra e o drama têm vindo a manifestar-se de uma forma bastante directa. A essa pequena parte do globo que se encontra numa constante desavença eu chamo, gentilmente, Europa. Este lugar do globo terrestre que teima em não aprender com os erros. Este lugar onde a esperança parece ter-se vindo a perder de uma forma indesejada e inesperada.

Ora, no tempo de Hitler, os culpados eram os alemães. Em Portugal, a situação recaí para a guerra política. O actual Governo - coligação de PSD com CDS - entrou num jogo televisivo na tentativa de obter uma vantagem na hora do voto.  Há quem ponha a culpa no Sócrates.

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Outros culpam a capa da Revista "Cristina" na qual Joana Amaral Dias aparece nua, grávida, com o marido a cobrir as suas partes íntimas.  Na Guerra da Síria, os culpados estão em várias frentes.

E quem paga esta culpa são os habitantes que se vêm forçados a sobreviver para terem uma vida. Não digo uma vida melhor, uma casa de luxo, um carro do melhor modelo disponível no mercado. Digo, apenas e só, viver. Porque é isso que se procura e esse é um dos #Direitos fundamentais do Homem: o direito à vida. E é esse direito que é negado ao povo, seja ele de que lugar for. Porque viver num lugar onde a guerra predomina, onde existe um constante ajuste económico indesejado, onde a pressão social define a individualidade, não é viver: é, simplesmente, sobreviver.

Porém, na verdade, a culpa é de cada um destes cidadãos que vivem aliados a preconceitos, crenças e falsas moralidades que se revestem numa completa falta de humanidade.

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A culpa é de todos aqueles que continuam a ver as notícias na televisão, que continuam a partilhar uma fotografia nas redes sociais com um texto bastante demarcado pela revolta, no entanto, continuam a ver as restantes publicações, esquecendo-se do verdadeiro sentido de ser um cidadão: ajudar para ser ajudado.

E é este o espírito que falta a este povo. A esta Europa. A este continente que poderia ser tudo, mas que pela falta do simples e pelo exagero no tanto, se tornará num nada. Num lugar cheio de capelas, de campas, de agências funerárias. De valetas com corpos, frios, desumanos.

Tal como um anúncio de uma Associação defensora do Ambiente - "GreenPeace" - diz "Quando a última árvore estiver cortada, quando o último rio estiver poluído, quando o último peixe for pescado: Vocês vão entender que dinheiro não se come."

É esta falta de Europa que nos faz ser assim. Mas há sempre tempo, há sempre hipótese. Esta Europa, aquela em que eu acredito, tem hipótese. Por isso, Europeus, Humanos, unam-se pela única causa que efectivamente importa: fazer valer a vida humana. Porque um homem não tem preço, mas sim valor.