Depois de meses a fio de rumores, os iPhones 6S e 6S Plus foram apresentados, oficialmente, no dia 9 de setembro. A primeira venda (reservada a países como Estados Unidos da América, Reino Unido ou Alemanha) ficou marcada para dia 25 de setembro. Já Portugal esteve, como já tem sido hábito, na segunda vaga de vendas. Após uma pré-venda que começou a 2 de outubro em algumas lojas, os novos equipamentos chegaram ao nosso país a 9 de outubro. Mas, afinal, o que é que há de tão extraordinário nos novos telefones da maçã?

Depois de um uso de duas semanas, o novo iPhone 6S revelou estar de acordo com todas as expectativas. Algo que se nota de imediato é a rapidez do Touch ID.

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Já foi amplamente falado e visto, mas só a usar é que se vê a verdadeira rapidez do detetor de impressões digitais. Na verdade, basta encostar o dedo por micro-segundos e o telefone desbloqueia. Muito mais rápido do que o antecessor (ou do que o iPad Air 2). Por vezes torna-se irritante se quiser, por exemplo, ver apenas as notificações; mas isso controla-se facilmente com a maneira como carrega no botão Home (por exemplo, usando a ponta do dedo com a unha). No que toca a upgrades, também as câmaras merecem destaque. A qualidade da câmara traseira mantém-se extraordinária, não esquecendo que o facto de gravar em 4K faz os vídeos ficarem com uma qualidade fora do comum. O flash da câmara frontal revelou-se, também, uma boa aposta. Faz, realmente, diferença na qualidade. Na fotografia há um efeito natural e nada falso (como com alguns flashes).

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Nas câmaras, destaque ainda para as novas Live Photos. Na prática, carregar no botão faz tirar uma fotografia (como é normal), gravando uns segundos depois, como se fossem gifs com som. É engraçado para mostrar aos amigos e colocar como wallpaper animado, mas não é algo que vá usar consecutivamente. Em resumo: é mais giro do que útil.

Contudo, para mim, o 3D Touch é mesmo a maior adição ao novo telemóvel da Apple. Muito se tem falado sobre essa tecnologia e se o uso faz, de facto, diferença. Sim, faz. Desde o primeiro dia que o 3D Touch é intuitivo. Atrevo-me a dizer que parece que sempre esteve lá. Em aplicações como o Instagram ou Twitter dá imenso jeito se quiser, por exemplo, fazer upload mais rápido de uma fotografia ou se quiser escrever um tweet sem ter de abrir a app. Se gosta de editar fotos com o VSCO, então o 3D Touch vai mesmo fazer diferença. Se, como eu, se cansa com os passos até importar a foto, a nova tecnologia permite ir diretamente para o menu sem ter de abrir a aplicação antes.

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O ponto negativo é que nem todas as apps suportam a nova tecnologia, mas isso já não está diretamente ligado à marca de Cupertino.

Quanto à bateria, vai notar diferença se vier de um equipamento anterior ao iPhone 6. Se, como eu, tinha de carregar o telefone a meio do dia, fique a saber que agora isso já não é preciso. A velocidade a que a bateria desce é surreal (pelo menos tendo em conta o iPhone 5C, por exemplo). Em 20 minutos a ouvir música e uso moderado do Facebook, a bateria desce cerca de 1/2%. Apesar do novo iOS9 ajudar a ter uma maior autonomia, convém referir que a bateria é ligeiramente inferir ao antecessor.

Em traços gerais, é isto que pode esperar do novo equipamento. Mas convém não esquecer a rapidez dos novos iPhones graças ao novo processador e ao aumento da memória RAM. Se vem de um iPhone 6, pondere se vale a pena a troca. Mas se tem um equipamento anterior, a troca é quase obrigatória. A rapidez do Touch ID e o novo 3D Touch valem a pena o upgrade. #Apple #Smartphones