Uma das principais características que diferenciam o Estado Islâmico em relação aos restantes grupos terroristas é, até à data, a Internet. Tal como tem sido noticiado pela imprensa internacional, sobretudo depois dos atentados de Paris, a base de recrutamento principal do Estado Islâmico centra-se praticamente nas #Redes Sociais. Com este meio, milhares de europeus todos os anos rumam para a Síria para se juntarem ao maior grupo terrorista do mundo. Mas como crescerá o Estado Islâmico sem qualquer poder na Internet?

Ciente da presença em peso do grupo terrorista nas redes sociais, o grupo secreto “Anonymous” declarou guerra ao terrorismo.

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Porém, essa guerra não será no terreno, muito menos com bombardeamentos, mas sim uma batalha cibernética. Uma semana depois dos atentados de Paris, o grupo terá garantido que bloqueou mais de 8 mil contas ligadas ao Estado Islâmico, usadas para o recrutamento de potenciais radicais, fragilizando de uma forma incalculável a estratégia do grupo.

Tal como tem vindo a garantir a imprensa internacional, nem sempre o “Anonymous” elimina os alvos certos, porém é mais do que evidente que o poder do Estado Islâmico na Internet está muito mais fragilizado do que há umas semanas. Com isto, de uma forma muito mais objectiva do que qualquer tipo de acção militar na Síria e sobretudo sem causar mortes de inocentes, o grupo secreto estará a iniciar o declínio do Estado Islâmico que, ao contrário do que acontecia com a Al-Qaeda, soube modernizar-se e usar as novas tecnologias para seu próprio proveito.

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Apesar de algumas críticas contra o grupo “Anonymous”, que muitas vezes é acusado de disparar para todos os lados, a verdade é que em duas semanas, sem o uso de qualquer tipo de violência, o Estado Islâmico, e a julgar pela forma como o grupo reagiu à declaração de guerra por parte dos hackers, que os designaram como sendo “idiotas”, sabe perfeitamente que o seu recrutamento pode estar a ser comprometido. Para além disso, o “Anonymous” conseguiu descodificar várias alvos pretendidos pelos terroristas, podendo até já ter ajudado a evitar um novo massacre em países como Alemanha, França e Estados Unidos. Eliminado assim o factor surpresa e sem o seu recrutamento, o início do declínio do Estado Islâmico pode já ter iniciado, ainda que ninguém tenha percebido, pois faz muito menos barulho e impacto do que uma bomba largada na Síria. #Terrorismo