Por estes dias já não se consegue ouvir mais falar de atentados, bombas, mortes de pessoas inocentes. O desastre que sucedeu em Paris jamais será esquecido e ainda há muito por dizer.

Uma situação que me chamou à atenção foi uma notícia publicada pelo site “Notícias ao Minuto”, com um título bastante apelativo, com um certo sentido contraditório: “Mãe de bombista suicida: "Ele não quis matar ninguém”. Ao ler este título despertou-me imediatamente a curiosidade de leitura para tentar entender o que ali se iria informar. Nada mais me poderia dececionar do que ler expressões de uma mãe que, das duas uma: ou não conhecia o filho, ou simplesmente quis ficar bem na fotografia no papel de mãe e tapar os olhos daqueles que neste momento vivem de raiva e ao lerem palavras destas só perdem ainda mais a fé nesta humanidade extraviada.

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O que temos aqui é a história de Ibrahim Abdeslam, homem de 31 anos que se fez explodir junto ao café Comptoir Voltaire, e que afinal, segundo a sua mãe, não queria matar ninguém, ou seja, este homem fez-se explodir porque não tinha opção. Refere ainda que ele estava em estado de stress. Ora bem, estamos aqui deparados com uma desordem ou patologia psicológica que o filho vivia, ou então, uma mãe a querer tapar-nos os olhos…

Por fim, sabemos ainda que este homem criminoso se tinha radicalizado com conhecimento da família que, por sua vez, o viu dias antes do atentado em Paris. Pois, mas este homem era inocente, não queira matar ninguém nem fazer sofrer centenas de pessoas inocentes e famílias destroçadas. Este homem era mais uma pessoa normal, que aos bons olhos da sociedade era inofensivo e de bom caráter, mas apenas tomou a decisão de ingressar na faculdade das ideologias de um Estado de guerra pura e firme, sem culpados nem criminosos, e tinha a sorte de ter uma mãe que o apoia mesmo depois da morte, dando voz a uma inocência criminosa, que a olhos vistos, é uma completa ridicularização.

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Sejamos humanos, sejamos pessoas de coração, enquanto podemos.    

  #Terrorismo