A derrota do #Sporting em casa do Skenderbeu seria sempre notícia, independentemente do onze que apresentasse. No limite, ninguém quer saber quem jogou, se é habitual titular ou suplente, e para a história esse é um dado que não interessa para nada, apenas fica, e perdurará, o resultado final. Mas a equipa titular, apenas com os habituais Rui Patrício e Adrien Silva, foi surpreendente? Ou melhor dizendo, a aposta de Jorge Jesus num onze tão pouco “rodado” e algo inexperiente foi assim tão surpreendente? Claro que não!

Basta atentar nas escolhas do treinador das últimas épocas no Benfica, após a “despromoção” para a Liga Europa.

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A grande diferença é que as segundas escolhas encarnadas eram mais consistentes, com mais qualidade e, independentemente de qualquer outro fator, mais experientes.

E foi essa experiência, de Ruben Amorim por exemplo, de André Almeida, que tal como Jardel, sempre soube aproveitar essas oportunidades, e até do “desalinhado” Artur, que aproveitava a montra europeia para mostrar que tinha qualidade, que o Benfica ia passando de fase em fase até chegar às alturas mais decisivas da prova.

Aposta é na Liga

Depois da mudança do Benfica para o Sporting, Jorge Jesus sabe que está a um pequeno passo para passar de grande treinador a treinador “imortal” no futebol português. Se conseguir, na primeira época em Alvalade, sagrar-se campeão nacional num ano em que o FC Porto apostou todas as fichas, ninguém terá qualquer argumento para “calar” o ego sempre enorme do responsável técnico.

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Daí a aposta declarada e perfeitamente assumida no campeonato português e que, por enquanto, está a correr acima das expetativas, com a liderança incontestável da prova, uma vitória sem dificuldade frente ao Benfica por três golos sem resposta [VIDEO], e principalmente com o estancar de notícias sobre a saída de Slimani e William Carvalho que, com a possibilidade real de serem campeões, já não pensam em sair antes do final da época.

A convicção que tenho é que se em Janeiro as coisas se mantiverem como estão, ou na liderança ou na luta acesa com os rivais, o Sporting vai ao mercado e vai apostar forte, no mesmo patamar ou até mais assertivo, da investida que o clube teve quando deu a Inácio jogadores como André Cruz, Mbo Mpenza e César Prates, que o ajudaram a devolver o título mais desejado aos adeptos leoninos.