Ponto prévio: As derrotas de #José Mourinho não me trazem qualquer tipo de alegria ou sentimento positivo. A inveja não mora aqui.

Primeiro ponto: Li há uns dias atrás que o que faria bem a José Mourinho seria um ano sabático para descansar e reciclar. Mas esta análise é naturalmente subjetiva. Teria feito algum sentido falar nisto no último mês de Junho depois do Chelsea ganhar, sem dificuldade, a Premier League? Nessa altura tudo parecia alinhado, plantel e treinador, e mesmo sem investir no mercado (até à compra, já no limite, de Pedro), os londrinos estavam em alta e eram favoritos à revalidação do título.

Segundo ponto: A culpa não pode morrer solteira.

Publicidade
Publicidade

E por muito que seja injusto, é sempre, em primeira análise, do treinador. E José Mourinho é culpado naturalmente. O paradigma da terceira época faz algum sentido. A exigência máxima do treinador é sempre destacada e o que se vê em campo (e eu tenho visto os jogos todos) é uma equipa esgotada. Mais que fisicamente. Muito mais até. Esgotada psicologicamente. Sem confiança e sem qualidade. E vê-se que mesmo quando os jogadores querem dar mais um bocadinho há algo que os puxa para trás. E não falo do adversário. Falo da cabeça. E depois claro, quando se está mal, tudo nos acontece. Até um golo incrível de um desaparecido Coutinho que de repente apareceu.

Terceiro ponto: Mas os jogadores também têm culpa. Daí todos eles assumirem, publicamente, que estão com o treinador. Pode haver quem não esteja, mas em todos os balneários é assim.

Publicidade

Sem exceção. E o menos culpado, basta ver os jogos, é Begovic. Courtois não tem feito falta. Mas Ivanovic, Matic, Obi Mike, Fabregas, Willian, Óscar, Diego Costa e, sobretudo, Hazard, têm estado a anos-luz do que podem fazer. Apenas Ramires, ressurgido como salvador, tem puxado a equipa para a frente. Nem Terry já dá o exemplo.

 

O futuro é hoje. Por muitos anos de contrato que tenha pela frente, Mourinho sabe que tem de ganhar. Na Liga dos Campeões e na Premier League. Até Janeiro, altura em que certamente poderá retocar o plantel, o Chelsea vai ter de se manter à tona. E isso só com vitórias. Se não conseguir estou convicto que Mourinho sairá pelo próprio pé. Como um campeão.