A escola portuguesa criou o hábito dos trabalhos de casa, que começam logo no primeiro ciclo. O T.P.C é a famosa sigla que dá asas à imaginação das crianças, imaginação essa que é maioritariamente negativa, o que suscita uma má relação entre a criança e estas atividades. E serão os trabalhos de casa uma atividade positiva ou negativa? Vamos discutir sobre isso. 

Os trabalhos de casa são uma sobrecarga de trabalho. As crianças têm uma carga horária escolar muito grande, por isso o tempo em casa devia ser de descanso, de brincadeira e até de convívio com os pais. Por outro lado, os trabalhos de casa são um método de estudo e ajudam as crianças a prepararem-se para as fichas de avaliação que realizam na escola.

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Mas como em tudo na vida, é necessário haver moderação. Podem ter trabalhos de casa, mas não em excesso, nem diariamente. Porque não optar por mandar uma simples tarefa, que lhes ocupe pouco tempo, para o fim de semana? É na mesma uma forma de estudo, mas mais ligeira. 

Quando sai da escola a criança necessita de se abstrair do trabalho para não tornar a sua vida monótona. E o trabalho de casa "rouba-lhes" o seu tempo de brincadeira, de lazer e até de convivência com os outros, tendo em conta que passam muito tempo "agarrados" aos livros.

Outra problemática dos trabalhos de casa é o facto de ao fim de um longo dia de trabalhos, os pais/encarregados de #Educação não terem paciência para ensinar os filhos. Ou porque estão cansados, ou o dia correu menos bem, ou mesmo porque têm outras tarefas para fazer.

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Já para não falar de que há pais sem escolaridade, que não são capazes de ajudar os filhos. Ou até mesmo famílias que são estrangeiras e em que os pais não sabem bem o Português. Há que pensar que nem todas as crianças têm um pilar em casa que as apoie e as acompanhe nestas tarefas e isto cria desigualdades.

Todas as crianças têm necessidade de ter um verdadeiro tempo livre, um tempo em que não há supervisão de adultos. E os trabalhos de casa não lhes permitem ter esse tempo.

É preciso repensar a ideia de tornar as crianças nuns autênticos "robots" que só se dedicam à escola. #Ensino