O Tino de Rans foi um dos derrotados destas presidenciais. Não parece, uma vez que foi o mais votado 'dos pequeninos', e acabou por ser o grande "outsider", já que os outros 4 candidatos não suscitaram grande interesse. Mas a verdade é que o Tino devia ter tido um resultado muito mais expressivo. Vejamos porquê.

O Tino teve menos votos que José Manuel Coelho. Já começam a ser poucos os que se lembram do folclórico militante do Partido da Nova Democracia e depois do Partido Trabalhista, na Madeira, que entrava pelo Parlamento regional com uma bandeira nazi, para protestar contra o 'jardinismo'. Várias foram as vezes em que vimos Coelho manietado pela polícia madeirense, quando tentava boicotar manifestações e afins.

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Em 2011, José Manuel Coelho conseguiu cerca de 189.000 votos. Agora, o Tino obteve apenas 151.000.

O Tino não conseguiu bater nenhum dos candidatos dos partidos. É verdade que, em 2011, o candidato do PCP teve mais 110.000 votos que José Manuel Coelho, mas para dar o salto era necessário ultrapassar Maria de Belém e Edgar Silva. Afinal, soube-se poucos dias antes das eleições que Maria de Belém solicitou uma pensão vitalícia. Se nem assim o Tino conseguiu ter mais votos que a candidata dos "seguristas", que mais seria necessário? Só se Maria de Belém ameaçasse ir dar tiros para a Avenida da Liberdade, qual Donald Trump na Quinta Avenida de Nova Iorque.

Estas eleições vieram demonstrar que os abstencionistas não se tornam mais participativos por haver mais candidatos. Claro que Vitorino Silva bateu confortavelmente os outros "outsiders", mas tal não se pode considerar extraordinário; Paulo Morais sofreu um problema de credibilidade e aprendeu que o Facebook não vende Presidentes, e os restantes três candidatos simplesmente não tinham nada que os diferenciasse - pese a respeitabilidade de Henrique Neto, que até foi o primeiro socialista a avançar.

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O Tino, pela sua figura e pelo seu historial, tinha tudo para bater o recorde de José Manuel Coelho e assumir-se como um verdadeiro Tiririca, que pudesse pôr o sistema em causa. Mas está visto que as pessoas estão mesmo fartas de... políticos. #Eleições Presidenciais