Os #Direitos são coisas a que temos direito ou nos são permitidas, ou seja, liberdades que nos são garantidas. Os direitos humanos definem-se como termos o direito a algo apenas porque somos humanos. Não importa quem sejamos, de onde sejamos, o nosso sexo, a nossa religião. Somos humanos e por isso merecemos direitos iguais.

Porém, antigamente ninguém tinha direitos. Até Ciro, O Grande ter conquistado a Babilónia e ter feito algo revolucionário. Ele anunciou que todos os escravos seriam livres e que todas as pessoas tinham a liberdade de escolher a sua religião e escreveu isso numa tablete de barro que ficou conhecida como o cilindro de Ciro.

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Assim nasceram os direitos humanos. Esta ideia espalhou-se rapidamente por outros países. As pessoas começaram a reparar que seguiam certas regras sem que nada lhes fosse dito e a isso chamou-se lei natural. Escusado será dizer que essas regras eram quebradas por pessoas do poder. Mas, milhares de anos mais tarde, o rei de Inglaterra concordou que ninguém deveria anular os direitos do povo, nem mesmo o rei. Foi aqui que os direitos foram realmente reconhecidos e agora as pessoas estavam a salvo. Mais tarde os franceses iniciaram uma revolução apresentando uma lista extensa de direitos e afirmaram que esses direitos não eram inventados, mas sim naturais. O conceito de lei natural passou a ser chamado de direitos naturais.

Claro que nem todos ficaram satisfeitos. Um homem chamado Napoleão tentou derrubar a nova democracia francesa e quase conseguiu, mas a Europa juntou-se e derrotaram-no.

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Escreveram-se então muitos documentos a garantir os direitos pela Europa. Mas e o resto do mundo? Um jovem advogado na Índia, chamado Mahatma Gandhi decidiu que todas as pessoas na terra teriam direito a esses direitos. Até os europeus concordaram. Mas claro que não ia ser fácil.

Entretanto, tinham surgido duas guerras mundiais. Hitler exterminou milhões de judeus em campos de concentração. Os direitos humanos estavam muito perto da sua extinção, perante a influência de ideologias que colocavam os seus objectivos políticos acima do respeito pelos "outros", por quem era definido como diferente. Por isso os países juntaram-se e formaram as Nações Unidas, que defendia os direitos humanos. Com a supervisão de Eleanor Roosevelt concordaram com um conjunto de direitos para todos, a que chamaram a Declaração Universal dos Direitos Humanos. E o conceito de direitos naturais passou então a direitos humanos.

Mas há um problema. Se todas as pessoas têm esses direitos, porque é que morrem milhares de pessoas à fome? Pensava que o direito à comida era para todos.

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Porque é que existem milhares de pessoas presas por dizerem o que pensam? Pensava que a liberdade de expressão era um direito. Porque é que existem analfabetos? Pensava que todos tínhamos direito à educação. Porque é que ainda existe escravidão? Pensava que isso tinha sido abolido. Porque é que existe a pena de morte em alguns países? Pensava que todos tínhamos direito à vida. Porque é que existem guerras e pessoas com medo de saírem à rua? Pensava que tínhamos direito a segurança. Porque é que pagamos por advogados? Supostamente temos direito à justiça. A grande questão nisto tudo é que esta declaração não tem a força da lei, exceto alguns direitos nela contidos, todos os outros são opcionais. 

Estes direitos só são possíveis com a força de todos nós.