Quanto ao presidente que ia ser eleito, já não havia muitas dúvidas, #Marcelo Rebelo de Sousa. Mas ainda não se sabia se ia conseguir uma maioria absoluta ou se ainda ia haver uma segunda volta. Como as sondagens apontaram quase sempre, Marcelo ganhou à primeira volta e com 52% dos votos, mais do que Cavaco Silva na sua primeira eleição.

Mas existem duas surpresas. A "história" das subvenções natalícias fez cair Maria de Belém num poço sem fim; chegou a ter 15% das intenções de voto mas as eleições confirmaram uma queda acentuada, menos de 5%; já Vitorino Silva, mais conhecido como Tino de Rans, conseguiu a surpresa, mais de 3% dos votos e foi mesmo o 6.º mais votado.

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O calceteiro e antigo presidente da Junta de Freguesia de Rans, no município de Penafiel (Porto), chegou mesmo a ocupar o 4º lugar, mas o resultado final baixou-o para a 6º posição, o que já é bastante positivo.

Mas, não há só dois candidatos. Marcelo Rebelo de Sousa como já referimos, ganhou e sem surpresas. Sampaio da Nóvoa não conseguiu levar as eleições para uma segunda volta, segundo os seus apoiantes por culpa do PS que decidiu não escolher e apoiar um só candidato. Marisa Matias acompanhou o crescimento do BE e conseguiu superar os 10%, ficou em 3.º e o seu discurso convenceu os Portugueses que trataram de lhe dar um bom resultado.

Marisa Matias, Marcelo Rebelo de Sousa e Vitorino Silva tiveram resultados um bocado acima do esperado, mas como em todas as eleições tem que haver candidatos com resultados menos positivos.

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Maria de Belém e Edgar Silva não convenceram lá muitos Portugueses a votar neles. Maria de Belém, que parecia estar na luta com António Sampaio da Nóvoa pelo 2º lugar, acabou por se afundar com as subvenções vitalícias e o seu discurso não foi suficientemente persuasivo. Não conseguiu sair do buraco que ela própria criou. E Edgar Silva, perante uma Marisa Matias forte, confirmou o que já se tinha passado nas legislativas, o BE ultrapassa o PCP. Desilusão para o Partido Comunista, que não viu as suas expectativas alcançadas.

Agora, os mais "pequenos", mas que lá por serem menos conhecidos, não merecem menos respeito. Vitorino Silva foi o líder da tabela dos 5 últimos. A seguir ficou Paulo Morais que ficou conhecido pela luta à corrupção e também por ter garantido, por várias vezes, que ia obrigar o governo a cumprir a constituição tornando o ensino completamente gratuito, com bancos para levantamento e recolha de livros nas escolas. Se no Facebook, até foi o preferido dos Portugueses, nas eleições, a história foi outra, apenas 2,15%.

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Esperava-se mais, mas não é mau de todo.

Henrique Neto teve menos de 1% mas fez lembrar o antigamente, um candidato dos antigos que podia ter conseguido melhor resultado. Os dois "despromovidos" foram Jorge Sequeira e Cândido Ferreira, que tentaram melhor mas que não conseguiram superar os 0,30%. O segundo não participou em nenhum debate; na sua primeira participação, optou por abandonar o estúdio após ler uma carta em que criticou as diferenças de tratamento para os vários candidatos.

A campanha não foi lá muito fértil em ideias; alguns candidatos concentraram-se em criticar outros e não falaram quase nada de interesse, e isso traduziu-se na enorme abstenção. Mais de metade absteve-se e estas foram as 2ª eleições com menor percentagem de votantes, só em 2006 a abstenção foi maior. Marcelo Rebelo de Sousa, António Sampaio da Nóvoa, Marisa Matias e Vitorino Silva conseguiram aproximar-se mais da população e isso levou-os a bons resultados. Os outros não conseguiram "seduzir" os eleitores

O número de candidatos também não favoreceu ao espetáculo, 10 candidatos é demasiado, e aqui fica um conselho: para a próxima, não "aceitem" mais de 6. Marcelo Rebelo de Sousa é o novo presidente e sucede a Cavaco Silva, como todos Portugueses, espero que faça um melhor trabalho. A vontade do povo é suprema! #Eleições Presidenciais