Lopetegui é alguém que certamente não deixará qualquer saudade na esfera azul e branca. A sua saída já foi anunciada na última Sexta-Feira, após uma reunião entre direcção e o próprio, mas os acordos da rescisão continuam por acertar. Por enquanto, é Rui Barros o treinador do FC Porto, de forma interina. Mas porque razão saiu do FC Porto? É isso que pretendo explicar com este artigo.

Chegou na última época com o objectivo de ser um grande, mas não passou de uma nódoa. Teve direito a tudo que desejou e que era possível para um clube como o FC Porto. Teve direito ao plantel mais caro da história do #Futebol português e a direcção do clube comprou um jogador por 20 milhões, outro por mais de 10 e ainda se deu ao luxo de errar.

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Adrián, o 2º mais caro contratado por Lopetegui, foi um autêntico flop e Imbula ainda não conseguiu mostrar o seu valor real. Em 1 ano e meio nada conquistou e a relação com os adeptos foi sempre azeda, ainda mais após a derrota em casa contra o Dínamo Kiev.

Estreava-se em jogos oficiais frente ao Marítimo para o campeonato. O resultado final seria um vitória por 2-0, mas à 4º jornada registava-se o primeiro deslize na era Lopetegui, frente ao V. Guimarães. Ainda não havia contestação, mas o estilo de futebol não era o que mais agradava e já no primeiro jogo para a Taça via-se um FC Porto com medo e sem capacidade para reagir ao golo adversário. Resultado: a eliminação. Via-se uma época, podemos dizer, algo positiva. Mas à 13º jornada surgiam a primeira derrota e as primeiras críticas. Ficava óbvio que, frente aos maiores rivais, o FC Porto não tinha capacidade para os ultrapassar.

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Era um FC Porto tremido e "pequeno". E em 2015 surgia o inimigo número 1 dos "Dragões", o Marítimo. Na primeira época, em três jogos contra os insulares, perdeu por 2 vezes e ganhou por apenas uma vez.

Outro problema para o FC Porto de Lopetegui acabariam por ser as equipas ucranianas: em 4 jogos empatou por 3 vezes e perdeu por 1, ou seja nunca ganhou durante a "Era Lopetegui". Mas seria nos últimos 31 dias que as aspirações na Liga dos Campeões e no Campeonato desapareciam. No final do mês de Abril, o FC Porto sofria um resultado pesadíssimo, derrota por 6-1, depois de uma grande vitória na primeira mão por 3-1. O Bayern de Munique era o adversário nesses quartos-de-final da Champions. Depois, no campeonato, um empate na Luz e outro em Belém acabariam por matar o dragão.

Uma época sem títulos, muita rotação e muitos erros cometidos por Lopetegui em jogos decisivos. Esperava-se uma segunda época em que a equipa iria corrigir os erros do passado, mas só seria mais do mesmo. Lopetegui voltou a armar-se na pessoa mais importante do nosso futebol e acabou por manter exatamente as mesmas ideias, pensou saber tudo mas só se viram mais erros.

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O FC Porto até nem começava mal; à 5º jornada conseguia uma vitória no Dragão, frente ao Benfica de Rui Vitória, que veio substituir Jorge Jesus, que rumou para o rival Sporting. Parecia tudo bem, até na Champions e na Taça de Portugal o FC Porto ia bem encaminhado para uma boa época. Mas, quando tudo parecia bem, as invenções de Lopetegui acabariam por voltar a trair o FC Porto. Sem qualquer motivo, Lopetegui deixaria André André no banco num jogo altamente decisivo. Precisava apenas de 1 ponto para seguir em frente na Champions, mas seria derrotado frente ao Dínamo de Kiev, em pleno Estádio do Dragão.

As críticas voltavam a surgir, mas alguns adeptos anunciaram o divórcio só após a derrota em Londres. FC Porto fora da Champions! O FC Porto conseguia depois ainda a liderança isolada, mas no último jogo do ano voltaria a perder, desta feita para a Taça da Liga (contra o Marítimo). Seguiam-se mais uma derrota frente ao Sporting e perda da liderança, mas quando já se pensava não poder ficar pior, o FC Porto empatava no Dragão contra o Rio Ave. 5 pontos perdidos em 2 jornadas e a saída de Lopetegui iminente. Agora, o principal objectivo: recuperar a mística. #F.C.Porto #Primeira Liga Portuguesa