O polícia, antes de ser um agente de autoridade, é um cidadão. E como qualquer um de nós, tem na sua vida relações pessoais, afetos, desavenças, esperanças, angústias e contas para pagar. Há muito tempo que as condições de trabalho dos polícias estão a exigir uma grande atenção dos governos e da sociedade.

A rotina diária dos polícias é rodeada por diversos perigos e convivem com o frágil equilíbrio entre a vida e a morte.

Submetidos a uma enorme sobrecarga de trabalho, recebem salários que não se adequam às funções que exercem e nem sequer minimizam os riscos que correm pela própria perigosidade da profissão.

Porque ser #Polícia é, sem dúvida alguma, ter uma profissão de risco.

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Não é em qualquer profissão que alguém morre, se necessário for, para defender e proteger outro alguém... Mas os polícias fazem-no, 24 horas por dia, nos 365 dias por ano!

Se os baixos salários nos desmoralizam a todos, também desmoralizam os fragilizados, vulneráveis, deprimidos, podendo assim colocar a segurança pública e as próprias vidas deles em risco.

Não é por acaso que a taxa dos suicídios nas polícias tem aumentado de forma tão brutal.

Os polícias também são vítimas de insegurança, tal como nós.

Para garantirem a segurança de todos nós, trabalham muitas vezes sem a segurança necessária, tantas vezes sem coletes balísticos que podem fazer toda a diferença entre a vida e a morte.

Ao mesmo tempo que defendem e protegem famílias que nem sequer conhecem, deixam as próprias famílias em casa sem nenhuma protecção.

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Eles defendem e protegem bens e pessoas, e nem que para isso paguem com a própria vida, eles não abandonam ninguém... e quem os defende e protege a eles?

Infelizmente, não existem muitos civis como aqueles que na Moita se debruçaram sobre o polícia inanimado para o proteger!! O polícia estava inanimado depois de ter sido barbaramente agredido.

Por isso, cabe-nos a nós, a sociedade, apoiar quem nos defende e protege, e sobretudo, respeitar e dar valor a quem morre para nos salvar se preciso for.