Hoje em dia fala-se muito em violência policial. É apontado o dedo aos polícias, dizendo que os mesmos são demasiado agressivos e que partem logo para o uso da força e da violência física. Mas quem fala disso evidentemente esquece-se (ou faz-se de esquecido) de explicar as razões dos polícias e que os levam a agir de tal forma. Acusam de dedo em riste, mas nem tentam sequer compreender a razão de ser do "vilão" (#Polícia)... tal como em tantos outros casos!

Se não sabem, deveriam saber que, muitas vezes, esses mesmos polícias são obrigados a recorrer ao uso da força em último recurso, porque não lhes deixam outra hipótese propositadamente, para depois terem desculpas para os poderem acusar de agressões e outras coisas mais.

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A comunicação social também não ajuda muito, ao extrapolar muitas vezes o uso da força e as acções mais musculadas dos polícias quando necessárias, em detrimento das agressões e mortes dos mesmos durante o cumprimento do dever!

Temos disso dois exemplos perfeitos: o caso do subcomissário de Guimarães (uso da força dos polícias), que para muita gente acabou por ser um "vilão", e o caso do agente da PSP barbaramente agredido e esfaqueado na Moita, e esse sem dúvida foi um herói. Esse caso só não teve um desfecho trágico graças a três civis que protegeram o polícia inanimado com os seus corpos e é de louvar a corajosa atitude destes três cidadãos.

E já para não falar nos que morrem no cumprimento do dever; esses são noticiados um ou dois dias e logo caem no esquecimento, mas esses sim é que deveriam ser relembrados por muito tempo, esses sim deveriam ser para sempre lembrados !!

Quando um condutor conduz uma viatura sem carta de condução e sem seguro, obviamente que está a cometer duas infracções e, caso seja parado pela polícia, com toda a certeza vai ser multado e depois vai dizer que o agente foi isto e foi aquilo porque o multou.

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Vai tornar em vilão quem na verdade até se preocupou com a segurança dele e dos outros!

Mas se esse mesmo condutor estiver em casa com a família tranquilamente à noite e for assaltado, quem vai ele chamar para o ajudar? A polícia, é claro!

E vai rezar para que cheguem o mais rapidamente possível para o protegerem. E quando se sentir seguro e fora de perigo já terá mudado de ideias: os polícias afinal já não são vilões, mas sim heróis. Por isso mesmo, a linha entre vilão e herói é sempre demasiado frágil para um polícia.