Em 2013, existiam cerca de 2,3 milhões de portugueses na condçião de emigrantes. As dificuldades do dia-a-dia reforçam essa vontade de procurarem trabalho além-fronteiras e levam consigo, como referiu Oliveira San Payo, “esta mala vai cheia de nada!”.Portugal é na União Europeia o segundo país com mais emigrantes, estando só atrás de Malta. Quem parte à procura de uma vida melhor corresponde a uma fatia de 20% da população.   

França, Alemanha e Reino Unido são as nações mais procuradas pelos emigrantes portugueses. O primeiro foi o destino de eleição na década de 60, com a chegada dos chamados emigrantes da primeira geração.

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Portugueses que tinham como objetivo ganhar dinheiro, poupar para mais tarde comprarem terreno, construírem casa e ao fim de alguns anos regressarem à terra que os viu nascer. O filme português “A Gaiola Dourada”, que tem por protagonistas os atores Joaquim de Almeida e Rita Blanco, retrata bem o emigrante dos anos sessenta.

Já a segunda geração pensa de maneira diferente. São bicéfalos, têm o coração dividido, amam por um lado, a França (país de acolhimento e onde muitos nasceram) e por outro, o torrão lusitano, Portugal. Tive a oportunidade de constatar, isso mesmo, durante uma curta estada numa casa de emigrantes portugueses na cidade de Grenoble há alguns anos atrás. Trabalhavam ou estudavam (dependia das situações) de segunda a sexta e à noite iam divertir-se como qualquer jovem francês.

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O emigrante nas conversas mantidas tem sempre Portugal no coração. São trabalhadores, honestos, cumpridores e as entidades patronais têm por eles consideração e respeito.

Imigrantes começam a deixar Portugal

Um dos setores que empregava muita mão de obra estrangeira, a construção civil, já teve dias melhores .O alerta vermelho da crise fez tocar as sirenes e as pessoas sentiram que era chegada a hora de partirem .Perante este cenário de contração, o número de imigrantes baixou, segundo refere o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras(SEF) .Significa que atualmente vivem em terras lusas 436.822 estrangeiros,ou seja, houve um recuo a valores próximos de 2007. A comunidade mais representativa é a brasileir,a com 111.445 pessoas. Vivem ainda em Portugal caboverdianos, ucranianos, romenos ,angolanos e guineenses.

Refugiados

Ali e Nada, sírios, pais de três meninas, chegaram da Áustria através a plataforma “Famílias como as Nossas”. Seguiram para a cidade de Ovar, a convite da União das Freguesias, que os instalou num T3 ao abrigo de um protocolo assinado entre a Junta e a Plataforma para os Refugiados. Aqui chegados, tinham à espera uma casa mobilada, despensa com todos os alimentos necessários, situada próximo de tudo.

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Aos filhos do casal foram proporcionados brinquedos, baloiço, bicicleta, livros, lápis e marcadores. O casal sírio espelhava uma alegria notada através dos abraços e beijos que davam a quem os ia visitar. Depois do inferno porque passaram, Ali,de 38 anos, alfaiate e comerciante de profissão, a esposa Nada, 28 anos, e as filhas Dima, Inas, Rimas, de 9, 7 e 4 anos, vêem agora chegado o tempo de serem felizes.Para trás deixaram memórias de Raqqa, cidade de onde se viram forçados a fugir. #Emigração