Hoje, pelo que pude ler na comunicação social (Correio da manhã), todos os militares que fazem serviço no posto da GNR de Estarreja, se não passarem pelo menos duas multas por mês, estarão impedidos de fazer trocas de serviços com os restantes colegas. E tudo leva a crer que essa decisão foi mesmo tomada pelo próprio comandante do posto, que terá até afixado um documento contendo toda a atividade operacional realizada pelos militares que ele tem sob a sua liderança.

Todos os nomes dos guardas que eventualmente não conseguirem atingir o mínimo estabelecido (duas multas por mês) ficarão sublinhados a azul, o que será o mesmo que dizer: "Não autorizado a fazer trocas de serviços".

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Mas afinal o que é que as multas têm a ver com o resto? E se um militar não encontrar motivo para multar? Vai ter que inventar... ou então não poderá efectuar trocas de serviço?

Bem, afinal parece que a caça às multas começou em Estarreja!

Como seria de prever, essa mesma decisão do sargento-ajudante que lidera o posto, obviamente que já está a provocar uma enorme onda de indignação entre os militares que lá prestam serviço, o que, convenhamos, com toda a razão.

A comunicação social apurou ainda que por causa dessa mesma penalização alguns dos guardas já ponderam até pedir transferência de posto.

Todos os militares serão obrigados a passar multas... mas o comandante do posto e os elementos que fazem apenas serviços de secretaria estarão dispensados dessa mesma obrigação de passar multas.

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Por esse ponto de vista, o que vão conseguir é aumentar ainda mais as diferenças entre os militares que prestam serviços administrativos e os que andam na rua, e sem necessidade nenhuma, uma vez que todos são militares e todos trabalham para a GNR!

Já durante o mês de janeiro passado, os 22 guardas do posto (incluindo o comandante) levantaram 54 autos de contraordenação, conforme se pode ver, pelos vistos, num documento afixado no quadro destinado às ordens de serviço desse mesmo posto.

Entretanto, uma fonte oficial da GNR já terá afirmado que o comando desconhece tal situação e que, por isso mesmo, garante que não é prática comum este tipo de controlo, pelo que irão averiguar. #Polícia