A ação social é um pilar para a concretização do direito universal e educacional. Esta tem o dever de proporcionar aos estudantes do #Ensino superior melhores condições de estudo, direta ou indiretamente, tornando-se nos últimos séculos um aspeto central no apoio e estímulo de milhares de estudantes.

É devido à sua importância que é um assunto que deve ser cada vez mais debatido, já que o cenário pós-2010 das condições de acesso a bolsas de estudo passou de uma tendência positiva para um agravamento, numa época em que a situação económica para as famílias e estudantes portugueses é cada vez pior.

Para um estudante ter acesso a uma bolsa de estudo, o patamar de carência tem de ser muito mais severo do que no passado, ou até para receber muito menos apoio.

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O processo para receber a bolsa de estudo neste momento é muito mais exigente a nível de aproveitamento escolar, sendo também bastante injusto na contabilização dos rendimentos do agregado familiar.

Numa época em que é cada vez mais difícil ser-se estudante do ensino superior, as mudanças feitas na forma como são contabilizados os rendimentos familiares fazem com que, para se ter acesso à bolsa mínima, um estudante precise de ser duas vezes mais pobre que em 2010.

No atual ano letivo houve uma atualização do valor mínimo de carência económico, que desde 2010 rondava os 7000 anuais per capita e que este ano já subiu para 7770 euros, e que levou a um aumento de 12 mil estudantes bolseiros; mesmo assim ainda é insuficiente.

Este estudo foi feito pela FAP (Federação Académica do Porto), que aponta também que a percentagem de alunos bolseiros é maior nos institutos politécnicos do que nas universidades.

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Para além disso, a FAP revelou que entre 1997 e 2010 o aproveitamento mínimo das disciplinas para manter ou ter acesso à bolsa de estudo rondava os 40% e agora ronda os 60%. Contudo, a federação considera que essa percentagem “faz todo o sentido”.

Outro ponto que a FAP não destacou foi o aumento das propinas nos últimos 13 anos. Entre 2003-2013, a propina cobrada aos alunos de licenciaturas e mestrados integrados subiu 25,4%, passando de 852 euros para 1068,46 euros anuais. O presidente do conselho dos reitores (CRUP), António Cunha, considera mesmo assim “um aumento relativamente pequeno”, fazendo um encaixe de 224,1 milhões de euros anuais.

De dificuldades para facilidades, um futuro assim parece cada vez mais distante. É necessária uma aproximação das Associações de Estudantes aos alunos com mais dificuldades, para mostrarem que a situação em que se encontrem não é nada favorável.

Qual é a tua opinião sobre este assunto? O que precisa de ser mudado?  #Governo #Jovens