Dezenas de pessoas morreram e outras tantas ficaram feridas no atentado suicida ocorrido num parque de diversões na cidade de Lahore, que se situa no leste do Paquistão, onde os cristãos (como tantos outros) nesse domingo celebravam com as suas famílias a Páscoa. Segundo as autoridades, dezenas de crianças e mulheres estarão entre os feridos de maior gravidade.

Requisitada a ajuda do exército, foram muitos os militares que ajudaram no resgate e na segurança. Os Estados Unidos condenaram de imediato o ataque e o Papa condenou qualquer tipo de atrocidade, orando pelas vítimas.

Pergunto: quando ocorreu o atentado ao Charlie Hebdo, conceituado jornal francês que se dedica à “sátira” e caricaturas...

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como reagiu o mundo? Foi criado um slogan "Je Suis Charlie”, que rapidamente invadiu as nossas casas através das #Redes Sociais, tendo como simbolismo as cores da bandeira francesa, numa manifestação de solidariedade para com o povo francês.

No ataque terrorista em Bruxelas, o Estado Islâmico assumiu a autoria do atentado. As explosões ocorreram no aeroporto de Zaventem e no metro; novamente dezenas de mortos e centenas de feridos, deixando a Europa em alerta máximo contra o #Terrorismo. Portugal também se manifestou, repudiando todo e qualquer ato de desumanidade.

Nas redes sociais e em todos os meios de comunicação a sociedade prontamente se uniu de novo, manifestando o seu pesar.

Pergunto: há dois tipos de pessoas?

O que comove as pessoas, a publicidade ou os sentimentos? No atentado efectuado no Paquistão também morreram pessoas...

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na maioria crianças e mulheres... Não vi a mesma massa de pessoas ter o impulso de acender umas velas em prol daqueles seres humanos, nem pôr as suas fotos de perfil nas redes sociais com as cores da bandeira paquistanesa, como fizeram relativamente ao sucedido em Paris e em Bruxelas.

Porventura será mais fácil assim esquecer quem não faz parte da Europa... deixar os afagos para os países que nos vão dando apoios comunitários, esquecendo que pode acontecer a qualquer um de nós (aos nossos filhos, nossos homens e às nossas mulheres). Será que  vamos precisar um dia dessa (de)união?

Existe uma duplicidade de critérios, ou há dois tipos de pessoas? É certo que ninguém se manifesta da mesma maneira...