Deparei-me hoje com uma triste notícia no Jornal de Notícias, que me impressionou: o militar da GNR Hugo Ernano vai ter que pedir apoio para poder comer! Inacreditável ao que a #Justiça portuguesa chegou: dar uma indemnização milionária a um evadido da justiça, a um pai negligente que colocou o próprio filho em perigo de vida levando-o para um assalto e posteriormente transportando-o no interior de uma viatura em fuga das autoridades policiais, e ainda a quem em tribunal se fez passar por outra pessoa e que tentou propositadamente atropelar um representante da lei e da ordem. E em contrapartida, condena Hugo Ernano, um militar da GNR que apenas fez o que qualquer agente de autoridade faria, cumpriu o seu dever, mesmo com a própria segurança ameaçada e a vida em risco.

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Hugo Ernano atingiu mortalmente de forma acidental o filho levado pelo pai para o assalto, aquando de uma perseguição policial em 2008, quando em último recurso o militar tentava imobilizar a viatura disparando para os pneus da mesma. Todo o protocolo de segurança para o uso de armas de fogo a que todos os agentes de autoridade estão obrigados foi cumprido pelo militar.

Mas além da justiça portuguesa o ter condenado, também o Ministério da Administração Interna (MAI) acabou por condená-lo. Quando Hugo Ernano tomou conhecimento dessa decisão do MAI, sentiu-se mal e teve mesmo que ser hospitalizado. Não era para menos, já que tinha acabado de ser punido com 8 meses de suspensão e ficou a saber que terá de sobreviver com apenas 300 euros por mês, durante o tempo de suspensão, sabendo que tem dois filhos pequenos, um de 3 e outro de 10 anos.

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Não é expulso da GNR (seria a punição máxima e aquela que a IGAI se preparava para decretar), mas fica suspenso por 8 meses com dois terços do ordenado cortados. A IGAI queria a expulsão, a ministra do MAI suspendeu-o por 240 dias... mas nem uma e nem outra punição deveriam ser sequer equacionadas! Ele cumpriu o seu dever e nada mais. Para quando o apoio incondicional da tutela para os homens e mulheres que dela dependem? Não é só estar do lado deles quando tudo corre bem, mas sobretudo apoiá-los e defendê-los quando for preciso. #Polícia