Através da comunicação social tivemos conhecimento esta quinta feira, 3 de Março, que agora os polícias vão comprar as suas fardas pela internet. Se os “amigos do alheio” já conseguiam ter acesso a fardas de polícias para esquemas menos legais, então agora, pela internet, é que vai ser como tirar um rebuçado a uma criança e vão ter a vida muito mais facilitada! Em vez de se combater a ilegalidade e os esquemas criminosos, facilita-se!!

Ao que parece, a senhora ministra da Administração Interna apresentou essa medida, como uma das formas de libertar profissionais dos serviços administrativos para os operacionais. Já sabemos que um dos objectivos da PSP sempre foi modernizar e racionalizar o sistema de segurança interna, o que é realmente necessário.

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Mas na verdade, o momento que atravessamos não será de todo o ideal, e essa medida não poderá (e nem deverá) ser a prioritária, pois muitos outros assuntos existem e merecem atenção mais imediata.

Um exemplo é a segurança dos polícias, que é ameaçada todos os dias, pois quase diariamente ficamos a saber de novos casos de polícias agredidos durante o cumprimento do dever. Como poderão eles manter-nos em segurança, se nem eles podem trabalhar em segurança?

É muito mais prioritário, por exemplo, começar por não se deixar impunes os agressores dos polícias. Ou ainda fornecer revisão periódica necessária para as viaturas policiais, pois uma viatura em boas condições gasta menos combustível e dará muito menos despesa ao Estado. Importante também é fornecerem mais equipamento de protecção balística aos polícias, pois alguns nem coletes balísticos para se protegerem têm!!

Todos nós sabemos que os polícias sempre fizeram e vão continuar a fazer patrulhas apeadas, não é necessário a actual ministra do Ministério da Administração Interna dizer agora que as patrulhas também se fazem apeadas. Mas é um facto que existem ocasiões em que é necessário os polícias percorrerem quilómetros para irem a algumas ocorrências e quando o factor tempo conta e muito, e até pode fazer a diferença entre a vida e a morte, evidentemente que de carro chegam muito mais rapidamente do que a pé ou a correrem.

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#Polícia