João Barata assassinou o próprio filho, um bebé de 5 meses, em abril do ano passado, em Linda-a-Velha, Oeiras, com uma facada no coração. Mas depois de tal macabro acto, saiu de casa como se nada fosse e ainda se dirigiu tranquilamente a uma pastelaria, onde ingeriu bebidas alcoólicas. Pouco depois regressou a casa e depois de o alerta ter sido dado por alguém é que a PSP se dirigiu ao local, e ele acabou por ser detido por três agentes.

Além de se encontrar sob o efeito do álcool, certamente que ainda dificultou a sua detenção ao máximo e os agentes terão sido obrigados a recorrer ao uso da força para o deter; eventualmente nesse momento o detido poderá ter-se lesionado na perna, tendo resultado mesmo em fractura, mas isso não significa que tenham sido os agentes a lesioná-lo. A referida detenção aconteceu a meio da tarde e o detido acabou ainda por ser levado ao hospital para tratamento à meia-noite.

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João Barata encontra-se acusado de homicídio qualificado, explosão, incêndio e tráfico de estupefacientes, pelo que se encontra em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Lisboa. E na primeira sessão de julgamento manteve-se em silêncio absoluto e não falou aos jurados.

Os polícias que o detiveram foram abordados sobre o assunto durante o julgamento de homicídio que decorre no Tribunal de Cascais, mas os mesmos foram unânimes em dizer que nem se aperceberam que ele tivesse partido a perna durante a detenção.

Aníbal Pinto, o advogado de defesa de João Barata, pretende que os agentes envolvidos sejam responsabilizados, pelo que instaurou um processo-crime contra eles, para saber qual dos agentes provocou a fractura. Mas o resultado do processo ainda não é conhecido.

A defesa referiu ainda que tudo vai fazer para provar a inocência do seu cliente...

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Mas será que ainda restam dúvidas da culpa dele? Mesmo depois de a comunicação social na altura ter publicado que havia um vídeo enviado à mãe da criança pouco antes da morte, em que ele simulava que espetava a faca na criança, o que fez logo depois, e ainda há dúvidas da culpa dele?

Bombeiros e polícias encontraram uma cena aterrorizadora, ficaram em choque quando se depararam com uma criança de 5 meses morta com uma faca ainda cravada no peito e a defesa está preocupada em saber que agente da PSP terá lesionado o seu cliente? Os polícias fizeram o que lhes competia: detiveram um assassino.

Mas pelo que se tem visto nos últimos anos na #Justiça portuguesa, tudo é possível. Infelizmente não me admirava nada que ainda venham a condenar os polícias e a obrigá-los a indemnizar o assassino. Basta recordar o caso do militar da GNR Hugo Ernano... e muitos outros! #Polícia