Qual é o valor da vida de um #Polícia? É o mesmo que o da minha, da sua e de qualquer um de nós… Mas a diferença é que ele escolheu proteger a minha vida, a sua vida e a vida de qualquer um de nós. E, se necessário for, ele está disposto a dar a própria vida para nos proteger e defender. Ser polícia não é ter uma profissão, mas sim abraçar uma missão para toda a vida, a missão de zelar pela segurança pública e de proteger e defender pessoas e bens.

Quando sai de casa um polícia nunca sabe se voltará a entrar nela. Ele tem horas para começar o seu turno, mas não as tem para sair de serviço. Ele tem que estar sempre bem fardado, pois senão corre o risco de ser advertido ou mesmo penalizado.

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Ele tem que enfrentar o pior da sociedade e todos aqueles que nós desejamos bem longe. Enquanto estamos em casa a dormir na tranquilidade da nossa casa, e no aconchego do nosso lar, o polícia trabalha durante a noite toda, para que nós possamos estar em segurança. Quando acordamos e vamos para os nossos empregos, o polícia regressa a casa para finalmente poder descansar, isto se não fez detenções durante a noite e não tem que prolongar o seu turno pela manhã fora por causa das burocracias e idas a tribunais relativas a essa detenção. Ele deixa a sua própria família para ir garantir a segurança de outras famílias que nem sequer conhece.

Ele é chamado para uma ocorrência e vai, vai mesmo não sabendo se volta. Mas se voltar, volta com a consciência tranquila do dever cumprido.

Mas infelizmente, algumas vezes não regressam, pois acabam por tombar no cumprimento do dever, tal como aconteceu com Bruno Chaínho naquele sequestro num restaurante em Pinhal Novo: ao salvar duas pessoas, perdeu ele a vida.

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Outras vezes, acabam por acidentalmente serem eles a atingir terceiros e acabam por ser penalizados para o resto da vida, com processos demorados, condenações injustas e pedidos de indemnizações absurdas e irreais, tal como aconteceu com o militar da GNR Hugo Ernano, que em 2008 acabou por atingir mortalmente um menor que o próprio pai levou para um assalto e que ainda o transportou no interior de uma viatura envolvida numa perseguição policial. E ainda deveremos recordar Santos e Raínho, dois agentes da PSP de São João da Talha que acabaram por ser mortos por um comboio, durante uma perseguição policial feita a pé.

Enfrentam a morte; a morte para eles pode estar em cada esquina que atravessam, dão o peito às balas, deparam-se com baleados, homicídios, agressões, violações, assaltos e todo o tipo de crimes que possamos imaginar. Por isso mesmo, eles precisam ter o “sangue frio” necessário para actuar nessas situações e obrigatoriamente terão que possuir um raciocínio rápido e adequado para responder às diferentes situações, pois num minuto ou em segundo uma decisão pode fazer a diferença entre a vida e a morte para eles próprios e para terceiros.

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Mais uma vez relembro o caso do militar da GNR Hugo Ernano.

De relembrar que mesmo com todas as adversidades que um polícia enfrenta todos os dias no seu dia-a-dia, ele desempenha as suas funções sempre com o máximo de profissionalismo, grande sentido de entrega e muita determinação, mesmo que muitas vezes ele acabe por não ser reconhecido pelos cidadãos e mesmo pelos próprios superiores.

O valor de um polícia? É o valor da segurança de vidas humanas, e esse valor é impossível calcular!