Um #Polícia tem uma profissão que obrigatoriamente implica riscos, uma carreira mal remunerada, trabalha a maior parte das vezes com falta de meios, vive quase sempre com riscos e polémicas associadas à respectiva profissão, quase sempre deixa a vida pessoal para segundo plano, e tem decididamente de viver uma vida sempre no limite ! Para ele o perigo espreita em cada esquina, quer esteja em serviço ou não.

Um polícia está acordado para assegurar a segurança pública enquanto todos os outros dormem, sai de casa mas não sabe quando volta a entrar, deixa para segundo plano os seus próprios problemas para tentar resolver os de outros, deixa a própria família desprovida da sua protecção para ir proteger outras famílias, e muitas vezes serve de apoio às vítimas e seus familiares, quando ele próprio é que precisaria de apoio.

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Um polícia faz uma detenção minutos antes do fim de um turno e tem que prolongar esse mesmo turno por tempo indeterminado em tribunais, para depois ver os detidos a saírem em liberdade mesmo antes de completar as burocracias todas relativas a essa mesma detenção. Ele tem hora certa para iniciar o seu turno, mas nunca sabe a hora a que termina.

Um polícia está sempre na linha da frente, enfrenta muitas situações perigosas e de grande risco, estando muitas vezes sem o equipamento de protecção mais adequado e seguro. Vestir um colete balístico deveria ser obrigatório para todos os polícias, pois isso faz toda a diferença entre a vida e a morte desses profissionais. Certamente que se um agente da PSP ou um militar da GNR for alvejado na cabeça, o colete balístico de nada servirá; mas se for atingido a nível torácico ou abdominal, terá muito mais hipóteses de escapar com vida.

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Um polícia por vezes paga um preço demasiado alto por proteger e defender os cidadãos. Tal como Bruno Chaínho que, ao proteger dois cidadãos durante o sequestro naquele restaurante em Pinhal Novo, acabou por perder a própria vida. Ou então como os agentes da PSP Santos e Raínho, que pereceram numa perseguição policial que faziam a pé numa linha de comboio.

Um polícia tem que ter sempre bem presente que o recurso a uma arma de fogo tem todo um protocolo muito rigoroso, correndo o risco de ser processado, julgado e condenado se não o cumprir. Recordemos o caso do militar da GNR Hugo Ernano, que mesmo tendo cumprido criteriosamente todo o respectivo protocolo, foi condenado e desde 2008 luta para ter justiça.

Segundo a edição do Observador de terça-feira, 30 março, 2.549 polícias foram feridos entre 2009 e 2014. Desses, 32 precisaram de internamento hospitalar, tal como na terça feira aconteceu aos três polícias atingidos com disparos de caçadeira no bairro da Ameixoeira, na Alta de Lisboa.

Os polícias são muitas vezes obrigados a recorrer ao uso da força, e a intervir em situações complexas (tiroteios), mas são depois acusados de violência policial.

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Por que razão quem os obriga a usar a força não aceita resolver as coisas de forma pacífica? Era interessante saber as respostas dessas pessoas…