Foi na localidade de Oldrões, uma freguesia do concelho de Penafiel, que uma brigada da #Polícia Judiciária da Diretoria do Norte identificou e deteve Paulo Teixeira, de 36 anos, com a profissão conhecida de condutor e manobrador de máquinas, por suspeita de agressão, em mais um caso de violência doméstica, praticado na passada quarta-feira, 30 de Março pelas 18 horas. A vítima foi a ex-namorada, Paula Lopes, de 34 anos, licenciada em Engenharia, na sequência de uma discussão em que a vítima procurava acabar com a relação entre ambos, mantida há 14 anos.

A violenta agressão deu-se na casa de uma prima de ambos, também residente na citada freguesia.

Publicidade
Publicidade

A mulher foi esfaqueada diversas vezes na cara, pescoço e tórax, encontrando-se internada em estado grave e correndo perigo de vida, segundo informou a PJ em comunicado. O alegado agressor, após a tentativa de homicídio, encetou a fuga. Mais tarde terá tentado suicidar-se por enforcamento, na freguesia de Duas Igrejas, também em Penafiel, não tendo porém concretizado o ato por este ter sido evitado por familiares.

Há muito por dizer, há ainda mais por fazer. A violência existe em muitas vertentes e continua muitas vezes impune, porque a nossa justiça anda de “olhos fechados” e também não há resposta para este mundo tão complexo. É preciso mudar, não só a estrutura da sociedade, como também as pessoas. 

Em pleno século XXI a violência doméstica continua e os agressores na sua maioria ficam impunes. As mulheres continuam a ser maltratadas e a serem mortas, como se fossem meros objectos.

Publicidade

Embora também existam homens maltratados por mulheres, tal acontece em menor escala e poucos casos resultam em morte. Todo o tipo de violência trocada entre seres humanos (ou animais) é condenável e não aceitável.

A criança vitima da violência doméstica fica com trauma difíceis de resolver, sem o apoio necessário ou acompanhamento psicológico serão elas, um dia, os agressores do futuro. As crianças que vivem numa situação de violência doméstica são de modo geral nervosas, inseguras, revoltadas, com dificuldade de aprendizagem e com pouca auto-estima. Por vezes sentem-se culpabilizadas pela situação, ou divididas entre o pai ou a mãe. Muitas vezes são utilizadas pelos próprios pais como arma de vingança, esquecendo-se que elas ficam confusas e abrem feridas difíceis de sarar, prejudicando o seu crescimento saudável e os seus afectos. As crianças deveriam estar sempre em primeiro lugar numa relação ou casamento. Não são elas fruto de amor? Não são elas a nossa semente, a luz dos nossos olhos? Uma pequena réplica do nosso ser. Talvez a solução deva começar na educação, o berço de toda a socialização.

Publicidade

Existem limites entre o amor e a agressão e nenhuma agressão física ou psicológica faz “parte do amor”. Muitas mulheres que sofrem este tipo de agressão sem pedir ajuda calam-se por vergonha, por medo de serem mortas ou por dependerem financeiramente do companheiro.

Será uma linha muito ténue e frágil entre amar uma pessoa e querer matá-la?

Foi a Ana, Maria, a Fernanda... tantas...  Até quando?

  #Crime