Em 2015 veio um anúncio de que Bernie Sanders, um homem totalmente desconhecido da maioria do público americano, iria concorrer à presidência dos Estados Unidos. Na altura era certo atirá-lo para fora da corrida e ainda se esperava pela candidatura de Joe Biden, que não se viria a confirmar, para concorrer com Hillary Clinton, a clara favorita desde cedo. Hillary como mulher de um antigo presidente, Bill Clinton, tinha tudo do seu lado para conseguir, já nesta altura, uma vantagem mais que confortável que pusesse um ponto final na corrida, e ainda mais frente a um candidato que se afirma socialista, e socialista, para os americanos, é sinónimo de comunista, associado aos soviéticos.

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Porém, meses depois do anúncio da candidatura de Bernie, aquele modesto e carismático político do pequeno estado de Vermont conseguiu pôr dúvidas na tão certa nomeação. Participaria no primeiro debate e saía-se bem, as suas promessas de educação gratuita incluindo o ensino superior, saúde gratuita e para todos, o aumento dos impostos aos mais ricos e às grandes empresas, a criação de uma taxa sobre os especuladores de Wall Street, uma mais rápida progressão para energias renováveis e uma nova política de não intervencionismo, contrariando a política americana de intervencionismo, colocaram Bernie Sanders nas bocas do mundo e tornaram-no um desejo dos jovens.

Nem Hillary Clinton reuniu tantas enchentes nos seus comícios e tanto ânimo por parte dos seus apoiantes. Sanders foi responsável por várias enchentes que ultrapassaram os 10 mil participantes; num comício mais recente em Seattle, maior cidade do estado de Washington, conseguiu reunir 15 mil pessoas.

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No Facebook soma mais de 3 milhões de likes e no Twitter possuí alguns dos hashtags mais utilizados e adorados de todo o sempre como o mais que famoso #feelingthebern ou ainda mais recentes como #BirdieSanders , #SignsYouAreABernieSupporter e #ToneDownForWhat.

Mas há outro hashtag que desperta também alguma curiosidade: #SandersOnAPlane em que são partilhadas muitas fotos de Bernie Sanders a andar num... avião de classe turística. Sim, Sanders apesar de ser político e ser candidato a presidente e com isso ganhar alguma notoriedade, não anda em jatos privados, excluindo algumas exceções em que é obrigado a viajar muitas vezes em pouco tempo e precisa de ir de jato privado para ser mais rápido e mais eficaz para a sua campanha.

Mas é no Tinder que reúne mais apoio, uma rede social muito menos utilizada que Facebook e Twitter, cujos utilizadores na sua maioria são homens com menos de 40 anos, favorecendo altamente Bernie Sanders que até conta com uma página de apoio naquela rede social que soma centenas de milhares de gostos.

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Mas quem é Bernie Sanders? Mais exatamente Bernard Sanders nasceu a 8 de Setembro de 1941 em Brooklyn, na grande cidade de Nova Iorque, filho de pais judeus. O seu pai, Elias Sanders, tinha nascido na Polónia e emigrou cedo para os Estados Unidos. Já a sua mãe, Dorothy Sanders, tinha nascido na cidade de Nova Iorque tal como o filho. Muitos dos familiares de Sanders morreram no Holocausto. Desde cedo, Sanders começou a nutrir um sentimento forte pelo socialismo e pela igualdade e em 1963 chegou a ser preso por manifestar-se contra a segregação racial, mas não terá sido a primeira vez; em 1962 terá sido responsável pela primeira ocupação pacífica de Chicago em favor dos direitos humanos. Foi também membro de grupos anti-guerra.

Os seus primeiros empregos foram carpinteiro, escritor e realizador até ter decidido envergar na política. Depois de várias eleições perdidas, acabou por ganhar em 1981 a eleição para mayor de Burlington, maior cidade de Vermont, por meros 10 votos, sendo reeleito 3 vezes. Passou os anos seguintes no Senado e na Câmara dos Representantes, onde ganhou destaque. #Política Internacional #EUA #Eleições Americanas