Seiça Santos era agente da PSP, tinha 42 anos, era solteiro e vivia com os pais no Lugar da Estrada, em Peniche. Na quarta-feira passada (18 de maio), após ter-se preparado para mais uma manhã de serviço, despediu-se dos pais e saiu de casa. Instantes depois, um disparo foi escutado e ele tombava sem vida. Acabara de colocar termo à sua própria vida com a arma de serviço e devidamente fardado.

Logo após o sucedido, foi dado o alerta, tendo sido imediatamente accionados todos os serviços de socorro (INEM e  Bombeiros Voluntários de Peniche), a GNR e a própria #Polícia Judiciária. Desconhecem-se ainda as motivações que terão levado o agente a cometer o suicídio.

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Este torna-se assim no 3º suicídio deste ano entre as Forças de Segurança. Há pouco menos de uma semana, um outro agente da PSP colocou também termo à vida, usando igualmente a arma de serviço. E em março, nos Açores, sucedeu o mesmo a um outro agente, que tinha manifestado querer abandonar a PSP por se encontrar cansado. Encontrava-se com acompanhamento psicológico, mas acabou mesmo por atirar-se de um penhasco.

Segundo o site "Notícias ao minuto", a Direcção Nacional da PSP afirmou que não comentaria o sucedido publicamente e que existia um grupo de trabalho a fazer um estudo para proceder à análise desse problema dos polícias. Mas o que se observa é que esse estudo em nada os está ajudar e que o problema se agrava cada vez mais. Em vez de estudos teóricos, deveriam era fazer trabalho de campo e irem ter com os problemas causadores do suicídio para tentar minimizá-los e assim diminuir ou mesmo erradicar o risco de suicídio nas Forças de Segurança.

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Segundo a própria ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, 900 polícias foram triados no âmbito da prevenção do suicídio nas forças de segurança. Desses 900, quantos mais terão que morrer para que esta situação seja reconhecida como emergente? Um polícia que coloca termo à sua vida com a própria arma de serviço e com a farda vestida, está indirectamente a deixar uma mensagem...