Nomofobia é um termo novo em Portugal, que surgiu a partir de pesquisas realizadas no Reino Unido, pesquisas essas que revelaram que uma grande parte da população britânica sofre de uma dependência dos telemóveis. O termo nomofobia tem origem nas palavras em inglês No Mobile, que significa não ter o telemóvel ligado e este comportamento tem afectado também muitos portugueses.

Trata-se de uma obsessão pelas novas tecnologias, de pessoas que vivem apavoradas com a possibilidade de ficarem sem bateria, saldo ou rede no telemóvel.

Os telemóveis são o sistema de telecomunicações mais popularizado: no mundo existem mais de mil milhões e em Portugal, incrivelmente, mais do que o número de habitantes.

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Infelizmente é esta a realidade, estamos a seguir pelo mesmo caminho que os britânicos e isso não é de facto bom.

Hoje em dia crianças entram para a primária já acompanhadas do seu telemóvel, adolescentes prestam mais atenção a estes instrumentos do que aos que os rodeiam.

Verdade seja dita que as tecnologias têm aproximado pessoas com quem não podemos estar todos os dias, mas têm afastado aquelas que temos connosco sempre, porque desligamo-nos do mundo ao nosso redor e concentramo-nos somente nas mensagens e chamadas constantes e não dá para imaginar até que ponto isso possa ser benéfico.

Não podemos abstrair-nos do telemóvel em situação alguma, mas estudos têm vindo a revelar que este tem consequências para a saúde; já foi comprovado que pessoas que abusam do uso dos telemóveis referem sensação de calor ou ardor local, dores de cabeça, zumbidos, tonturas, náuseas, fadiga, perda de memória e de concentração, perturbações da visão e da audição.

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Porém, isto não é tudo. Situações destas poderão eventualmente dar origem a problemas mais graves ainda, como é o caso do cancro. Aliás, nem é recomendável o uso destes equipamentos por pessoas que utilizam pacemakers (por este poder causar interferência no seu funcionamento), sendo também proibido em salas de operações (pela sensível tecnologia lá existente).

Então é extremamente importante reduzir o número de vezes que usamos os nossos telemóveis e usá-los com moderação, assim como evitar que, sobretudo os mais novos, se exponham a tal problema.

É fundamental ponderar o equilíbrio entre as vantagens e os perigos associados e ter consciência dos problemas e das eventuais consequências e assim saber como diminuí-las, uma vez que os telemóveis se tornaram um componente imprescindível no mundo a que chamamos civilizado. #Smartphones #Casos Médicos #Gadgets