Segundo a edição do Correio da Manhã desta quarta-feira (20 julho), foi anunciada, pela própria #Polícia Judiciária (PJ), a detenção de um homem suspeito da tentativa de homicídio, há 8 anos, de dois homens, em Coimbra. Trata-se de um homem com 41 anos, filho de pais portugueses e com dupla nacionalidade portuguesa e sueca, uma vez que terá nascido na Suécia.

Os factos remontam a março de 2008, quando o homem em questão disparou vários tiros na direcção de duas vítimas no exterior de uma discoteca de Coimbra, tendo colocado em risco as suas vidas.

O homem, que também ficou ferido na sequência dos desacatos, foi ainda transportado ao hospital, mas entretanto agrediu um agente da PSP e conseguiu mesmo fugir até ser preso.

Publicidade
Publicidade

Encontrava-se actualmente no Brasil, país por ele escolhido para andar fugido à Justiça.

Ainda segundo o Correio da Manhã, uma fonte da Diretoria do Centro da PJ afirmou que o indivíduo em questão foi detido na região de São Paulo. O suspeito já possuía antecedentes criminais relacionados com tráfico de droga.

A PJ declarou ainda que a detenção do suspeito aconteceu pelo facto de já ter sido emitido um mandado de detenção internacional, com o seu consequente pedido de extradição.

O suspeito já foi entregue, ainda no Brasil, na segunda-feira passada, sob custódia, à polícia portuguesa, através do gabinete da Organização Internacional de Polícia Criminal (INTERPOL).

Após ter sido presente a primeiro interrogatório judicial para a aplicação de medidas de coação, o mesmo acabou mesmo por ficar em prisão preventiva.

Publicidade

Desta vez, a Justiça funcionou ao aplicar em prisão preventiva; esperemos que essa mesma medida perdure por mais tempo e que sirva de exemplo noutros casos. 

Somente quando os tribunais começarem a castigar e a punir devidamente todos aqueles que andam fugidos á justiça, é que poderão a ser mais respeitados e temidos.

Este caso de colaboração entre as autoridades portuguesas e brasileiras abre ainda esperança para o caso do assassínio de Rodrigo Lapa, cujo principal suspeito - o padrasto - fugiu para o Brasil logo após o crime. Contudo, uma vez que nesse caso o suspeito tem nacionalidade brasileira, a colaboração deverá ser mais difícil.