Da percentagem de pessoas classificadas como doentes mentais, algumas são classificadas como doentes mentais ligeiros, enquanto outras como doentes mentais graves. De todos estes, uma certa porção está internada permanentemente em instituições psiquiátricas. Muitos não têm liberdade de sair dos locais onde estão internados e quase todos levam certamente uma vida que é insatisfatória, por serem tidas como pessoas inválidas e incapazes. Mas quantas destas pessoas o são verdadeiramente?

Destas percentagens de doentes, uma boa parte, para não dizer todos, tomam ou tomaram, durante algum período das suas vidas, medicamentos psiquiátricos. Estes não são totalmente inócuos, provocando muitas vezes dependência e tendo efeitos secundários adversos, como aumento de peso ou sonolência, com perda de produtividade das mesmas e da sua qualidade de vida, tanto a nível social, como laboral ou familiar, por não responderem com todas as faculdades psíquicas ao estímulos que recebem durante o seu dia-a-dia.

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Para além de que não se sabe que efeitos podem ter sobre a doença mental das pessoas, podendo ter efeitos mesmo imprevisíveis, em vez do efeito que se queria obter com a prescrição do medicamento. Muitas vezes o consumo dos medicamentos psiquiátricos faz a pessoa ter alucinações e leva mesmo ao agravamento do seu estado. Não poderá a toma prolongada de medicamentos psiquiátricos, muitas vezes sem muita justificação, fazer com que as pessoas se tornem menos produtivas e, por essa razão, tidas como inválidas?

A muitas pessoas rotuladas como doentes mentais, quando estas são orientadas por profissionais para tomarem medicamentos psiquiátricos, é-lhes dito que precisam de tomar esses medicamentos para o resto da vida. O que significa um grande transtorno e uma grande perda de liberdade, pois o medicamento psiquiátrico vai toldá-los em áreas importantes da sua vida.

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Por exemplo, nas mulheres, vai limitá-las quanto à possibilidade de engravidar e de serem mães.

É-lhes negada a vida com a prescrição de medicamentos psiquiátricos que se é forçado a tomar para o resto da vida, muitas vezes por pressões familiares, dos profissionais de saúde, etc. e muitas vezes contra a própria vontade da pessoa, sendo que várias vezes as pessoas não estão verdadeiramente doentes, ou a sua doença podia ser controlada ou eliminada de outras formas menos dispendiosas e com menos efeitos adversos e desconhecidos do que os medicamentos psiquiátricos.

Um medicamento psiquiátrico apenas vai toldar, mascarar o problema, não o eliminando efetivamente. Um medicamento psiquiátrico nunca poderá eliminar uma dor de alma, resolver um conflito interno. Não há comprimidos milagrosos que possam atuar na matéria (cérebro), de forma a resolver um conflito que a pessoa tem no exterior. A pessoa terá de o resolver por outros meios, atuando não sobre os compostos químicos do seu cérebro, mas sobre o espírito e a sua própria consciência.

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Quando muito, os medicamentos poderão apenas adormecer a mente, drogar as pessoas, impedido-as de pensar nos seus conflitos. Não os resolvendo, assim, verdadeiramente.

Para além disto, segundo Jean-Claude St-Onge, professor aposentado de Filosofia no Canadá, existe uma "promoção do tratamento farmacológico do sofrimento psicológico (...) [apoiado] em ensaios clínicos de baixa qualidade, frequentemente enviesados e até mesmo manipulados".

Isto significa que muitas doenças mentais poderiam ser tratadas de outro modo. Estes medicamentos, apesar de poderem atuar no cérebro de uma maneira que um placebo poderia não atuar, não se sabe verdadeiramente os efeitos que podem ter na saúde e vida de quem os consome, até por estes medicamentos não serem controlados por estudos que possam ser confiáveis.

Será então que estamos todos a tomar alguns medicamentos indevidamente e sem controlar as consequências disso? E será que a indústria farmacêutica se aproveita disso para vender medicamentos? #Casos Médicos #Vida Saudável