Infelizmente a vaga de suicídios nas Forças de Segurança continua, e sem fim á vista. Uma militar da GNR que, há uns meses, foi barbaramente agredida por 3 homens, quando regressava sozinha a casa depois de mais um turno de serviço, cometeu suicídio esta segunda-feira (dia 4) na Costa da Caparica com um tiro na cabeça.

Após esse mesmo disparo, foi imediatamente assistida e hospitalizada em estado considerado muito grave, tendo permanecido em coma induzido. Contudo, apesar de todos os esforços da equipa médica não foi possível a militar sobreviver.

A militar encontrava-se em casa com baixa médica após ter sido agredida. E percebe-se muito bem a razão, pois depois do que ela passou era natural que não tivesse condições de trabalhar.

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Obviamente que depois do momento dramático a que a submeteram, iria ficar com marcas (qualquer pessoa ficaria), sofreria de stress pós-traumático, e sem o acompanhamento devido poderia facilmente agravar um estado depressivo e levar mesmo ao suicídio, tal como acabou por acontecer. Aparentemente, serão precisas mais fatalidades para que as investigações jornalísticas que já apontaram a insuficiência do acompanhamento, e a displicência com que o assunto é encarado, sejam levadas a sério

Stress pós-traumático é um factor de risco a ter em conta sempre, pois, como se confirmou mais uma vez, leva mesmo ao suicídio. Ela perdeu a vida; e os agressores que, de certo modo, são os responsáveis por este acto que ela cometeu, já foram condenados? Ou andam nas ruas livres para repetirem novamente a proeza? Mas se há meses ela não tivesse passado por um episódio tão traumatizante e agressivo, talvez ainda estivesse entre nós neste momento.

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Enquanto os agressores das Forças de Segurança não começarem a serem devidamente punidos, as agressões irão continuar. Quem vive para nos defender, certamente merece todo o respeito também para viver .

Se nem as Forças de Segurança estão livres de serem agredidas, como poderão elas próprias se sentirem seguras para nos dar segurança?

Os polícias protegem os cidadãos, mas quem os protege a eles (polícias)? Uma pergunta que as altas patentes da GNR e o Ministério da Administração Interna deveriam saber responder, não acham? #Polícia