Um #Polícia, muito antes de o ser, é um ser humano, é um homem ou uma mulher, tem sentimentos como todos nós; ri, chora, tem medo e receios, ama, odeia, abraça, dorme e acorda. Quando tem que ir trabalhar, deixa a sua família em casa e vai proteger outras famílias, despede-se sorrindo e sai de casa sem saber a que horas regressa, ou se regressa!

Quando um polícia entra numa esquadra ou num posto, habitualmente deixa todos os seus medos e receios desaparecerem naquele exacto momento. Ele entra, cumprimenta, faz continência, respira fundo e coloca a sua vida nas mãos de Deus e nas mãos dos seus próprios colegas.

Dos colegas sim, e sabem porquê? Porque aquele que está ao seu lado durante todo um turno de serviço pode muito bem vir a ser aquele que lhe vai salvar a vida ou mesmo evitar que venha a ser atingido de forma traiçoeira ou de surpresa...

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e ele também tudo fará pelo colega se preciso for.

Mas no meio de tudo isto, só uma coisa faz sentido para um polícia: cumprir o seu dever e honrar ao máximo o juramento que ele fez um dia, de mão estendida sob a bandeira portuguesa, mesmo que isso lhe custe a própria vida!

E ele, custe o que custar, cumpre esse dever até ao limite, esquecendo-se muitas vezes dele próprio, protegendo sempre tudo e todos, e sempre sem nunca abandonar um colega!

Muitas (demasiadas) vezes o polícia paga um preço demasiado alto por cumprir o seu dever; e o que recebe ele em troca? Recebe processos, recebe julgamentos, recebe condenações e sentenças…

Basta-nos recordar os militares da GNR Hugo Ernano e José António Pinto ou o agente da PSP Pedro Reina. De que lhes adiantou cumprirem o dever, arriscarem as próprias vidas e colocarem-se em risco para proteger pessoas e bens? Não lhes adiantou nada, muito pelo contrário; viram as suas vidas tornarem-se num autêntico inferno e gastaram muito dinheiro (e ainda gastam) para lutarem por justiça.

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Eles arriscam a vida deles todos os dias, são agredidos e até mortos em serviço, e são tantas vezes criticados pela própria sociedade que eles defendem e protegem, mas que apenas se lembra dos polícias quando precisa.

Mas ganham algo que não tem preço, ganham a segurança do olhar daqueles que eles mais amam! Porque na verdade, são eles que, dia após dia, lhes dão força e ânimo para continuarem a vestir a farda, de que se orgulham e que um dia escolheram vestir!