Na passada quarta-feira, o F.C. Porto falhou em pleno Estádio do Dragão grande parte dos objetivos que tinha para a 1ª mão do play off da Liga dos Campeões: sofreu golos em casa, não conseguiu a vitória e deixou a ideia de que é inferior aos italianos da Roma.

Feitas as contas, o clube da Invicta dificultou ainda mais uma tarefa que já de si era complicada. É certo que nada está perdido e que a equipa portuguesa apenas precisa de empatar com golos (dois ou mais) ou ganhar por diferença de um, mas os sinais deixados no primeiro jogo não apontam para uma passagem do conjunto azul e branco. Eis cinco factos que foram evidentes no primeiro assalto entre portistas e romanos.

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11 contra 11 e no fim ganha a Roma: A equipa portuguesa teve duas caras durante os 90 minutos: antes e depois da expulsão de Vermaelen. Enquanto as equipas estiveram completas (e em Roma volta a ser 11 contra 11), a supremacia da Roma foi mais do que evidente, aproveitando a intranquilidade e nervosismo dos defesas portistas para pressionar alto e criar oportunidades sucessivas.

O FC Porto trazia uma estratégia de transições rápidas, mas não teve a paciência e maturidade necessárias para esperar por aquilo que o jogo lhe dava e pelo momento certo para causar estragos. Ao invés, assistiu-se a uma entrada sem intensidade, onde a bola foi oferecida ao adversário sem critério e o caos foi permanente junto à baliza de um Casillas algo desconcentrado. 

Diferença entre pré e pós investimento: A gestão antagónica entre os dois clubes teve um impacto significativo no jogo e voltará a ter na 2ª mão.

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A diferença é simples e fácil de explicar. Enquanto a Roma se reforçou para entrar na #Liga dos Campeões (são já 100 milhões em compras), o FC Porto espera entrar na liga milionária para se reforçar. Como é óbvio, é mais fácil conseguir a passagem com uma equipa reforçada do que com uma remendada, e os azuis e brancos têm um plantel ainda muito curto em certas posições.

Dispensados? Só quando saem: A forma de lidar com os jogadores que "estão para sair" é também bastante diferente entre os dois clubes e traz, claro está, vantagens para o conjunto romano. Essas diferenças podem ser vistas, por exemplo, entre Brahimi e Nainggolan: o argelino está a ser negociado e não joga, não se valoriza e não ajuda a equipa (seria uma boa solução, tal como Aboubakar, para uma segunda parte contra 10); já Nainggolan estará de saída para o Chelsea, mas esteve em campo, ajudando quando a equipa esteve com 10 e até se valorizou, pois foi dos melhores em campo. 

Teoria da amiga feia: A teoria da amiga feia diz-nos que alguém normal que está ao lado de alguém feio, tende a parecer mais bonito do que é.

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É exactamente isto que se passa na defesa do FC Porto. Marcano era o patinho feio do clube, principalmente depois da derrota na final da Taça de Portugal, mas ao lado de Felipe tem-se revelado um jogador confiável e importante. O brasileiro tem acumulado auto-golos - são já dois esta época - e parece estar ainda a entrar no ritmo do #Futebol europeu, que é muito diferente do brasileiro. Felipe terá de ser menos impetuoso e mais inteligente nas suas abordagens, até porque tem o factor velocidade do seu lado.  

A experiência não vale tudo: Muitas vezes se fala de experiência nestes jogos de Liga dos Campeões e este jogo mostrou que, quando existe qualidade, a experiência não é um factor decisivo. Otávio e André Silva foram talvez os jogadores mais em evidência e somaram o primeiro jogo na liga milionária. Já Vermaelen é um jogador que passou por Ajax, Arsenal e Barcelona, mas aos 40 minutos deixou a sua equipa reduzida a 10 e com dificuldades que não pareciam prováveis antes da expulsão.  #F.C.Porto