Na madrugada de ontem (29 de agosto), agentes da PSP foram chamados por causa de um assalto a um café em Gondomar, de onde tinha acabado de ser furtada uma máquina de tabaco. Imediatamente após esse assalto, os quatro assaltantes, que foram logo abordados pela PSP, tentaram de imediato fugir num carro roubado, pelo que de imediato teve início uma perseguição policial. Uma perseguição que foi feita durante sete quilómetros.

Em Campanhã, no Porto, e já depois de terem abalroado a viatura policial, e ainda uma segunda viatura que se encontrava estacionada, um dos assaltantes acabou por ser atingido a tiro na cabeça pela #Polícia. O carro em fuga acabou por ficar imobilizado só após ter batido contra um poste.

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Após a imobilização, o veículo roubado e usado na fuga foi apreendido, tal como os vários maços de tabaco e a máquina de venda automática furtada do estabelecimento.

O assaltante baleado acabou por ser transportado para o Hospital São João, mas não resistiu aos ferimentos e pouco tempo depois acabou mesmo por falecer. Dois agentes da PSP acabaram igualmente feridos durante a colisão.

Posteriormente, um dos assaltantes, de 19 anos, foi detido, mas os outros dois ainda se encontram em fuga e a serem procurados.

Segundo um comunicado da própria PSP, os agentes foram obrigados a recorrer ao uso das armas de fogo, pelo facto da sua própria integridade física estar em risco devido ao comportamento dos assaltantes.

O caso vai ser agora averiguado pelo Ministério Público e pela Inspeção Geral da Administração Interna (IGAI).

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O polícia que disparou certamente não vai ter a vida facilitada a partir de agora. Esperemos que não venha a acontecer-lhe o mesmo que ao Hugo Ernano, o militar da GNR que acidentalmente matou um menor de 13 anos, igualmente durante uma perseguição após um assalto. O menor tinha sido levado pelo próprio pai.

O agente da PSP que disparou já se encontra com acompanhamento psicológico, uma vez que terá ficado muito abalado com tudo o que aconteceu.

Ele apenas fez o que tinha a fazer. Era a vida dele e a dos seus colegas que estava em risco. Os assaltantes, ao abalroarem a viatura policial, tinham apenas um único propósito: tentar atingir os polícias. A integridade física deles estava, sem dúvida alguma, ameaçada.

Esperemos que não venha a ser condenado pelos tribunais e pela própria IGAI, tal como aconteceu com Hugo Ernano. #Crime