As agressões a agentes da polícia em serviço não merecem grande preocupação de organizações protetoras dos direitos do homem e nem têm grande divulgação nem destaque na comunicação social. Mas se acontece o oposto, e é o agente da #Polícia que agride alguém independentemente das razões e motivos para tal, são imediatamente acusados de violência gratuita e de abuso da força e do poder.

Neste mês de agosto, três homens de raça negra terão sido supostamente agredidos por agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) em Carnaxide e Lisboa, segundo a organização denominada “SOS Racismo”, que enviou mesmo um comunicado para a comunicação social (Agência Lusa).

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Mas nesse mesmo comunicado não especificam o que foi encontrado durante uma rusga da PSP a um estabelecimento comercial na Portela de Carnaxide, pertencente a um desses três indivíduos. E também não esclarecem muito bem que tipo de ocorrência aconteceu afinal com os polícias e os outros dois indivíduos em questão.

No dia 16 de Agosto, um desses três indivíduos de cor negra, que possui um estabelecimento comercial na Portela de Carnaxide, foi surpreendido com uma rusga da PSP no seu local de trabalho.

E a 22 desse mesmo mês, dois outros indivíduos (Matamba Joaquim e um amigo), segundo a “SOS Racismo”, terão sido abordados e agredidos por agentes da PSP, que circulavam numa viatura de patrulha da PSP, após uma ocorrência com os polícias. Mas que tipo de ocorrência foi? Não é conhecida, pois isso não apareceu pelos vistos no comunicado.

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O que no entanto é conhecido, e descrito pela edição de ontem (26 de Agosto) do Correio da Manhã, é que, como resultado dessa mesma “ocorrência”, um agente da PSP teve mesmo que receber tratamento hospitalar, devido às agressões que sofreu.

Segundo o porta-voz da direcção nacional da PSP, Hugo Palma, o Comando Metropolitano da PSP de Lisboa já tinha decidido a abertura dos respectivos procedimentos disciplinares, para dessa forma tentarem apurar toda a veracidade dos factos.

Pelo facto de os indivíduos em questão serem de cor negra, a SOS Racismo aproveita para colocar num contexto diferente a questão, para o racismo aparecer como o ponto fulcral de tudo, mas não é. O mais importante de tudo é que a polícia serve para proteger e defender pessoas e bens. Como tal, nunca um agente parte para o recurso do uso da força se a isso não for obrigado! Mas se alguém que é detido complica essa mesma detenção, já sabe que a polícia tudo fará para o deter, mesmo que tenha que usar a força para o fazer. Se são detidos é porque cometeram infracções. Então porque não colaboram? Pois é, às vezes dá jeito aos “fora da lei” que a polícia os agrida mesmo e que fiquem com marcas vísiveis, para que depois os possam processar por agressão e pedir indemnizações.