Um homem, já referenciado por vários crimes, entre os quais agressões, voltou a agredir novamente nesta quarta-feira (7 de setembro), quando passava já das 10.00 horas. Desta vez, os agredidos foram mesmo dois agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP), da Esquadra de Fiscalização, que não se encontravam fardados e atravessavam a avenida Almada Negreiros num carro descaracterizado. O homem, de nacionalidade guineense, com 52 anos, a viver numa barraca do Vale da Amoreira, concelho da Moita, sem família próxima, dedicava-se a apanhar amêijoa para ganhar dinheiro, já sendo conhecido das autoridades.

Os dois agentes, habituados a fazerem o serviço de notificações, tinham com eles um mandado de detenção em nome do indivíduo em questão.

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O mesmo foi abordado por eles ainda de carro, para apenas efectuarem a sua simples identificação. O visado, no entanto, reagiu de imediato, de forma violenta, atacando a polícia com um machado e uma faca. No entanto, o agente agredido à machadada e com facadas no peito e no pescoço, numa tentativa de se defender e de evitar mais agressões ainda, recorreu ao uso da arma de fogo em legítima defesa.

Mas o agressor, pelo que parece, somente terá desistido das agressões depois do quarto tiro, quando finalmente caiu no chão sem vida. Caso o agente tivesse sofrido o ferimento no pescoço um pouco mais acima do local atingido, teria sido atingido na carótida, e não teria mesmo sobrevivido.

O #Polícia disparou os primeiros 2 tiros abaixo do joelho do agressor, para assim tentar demovê-lo de mais agressões.

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Mas ele não parou e continuou a agredir o agente. Um terceiro disparo atingiu-o na coxa, mas nem assim parou. E só após o quarto tiro, que entrou pelo queixo e atravessou a cabeça, é que ele tombou e parou com as agressões.

Entretanto, ambos os agentes da PSP tiveram que receber tratamento hospitalar imediato. O que tinha sido atingido no peito e pescoço ficou internado em estado grave, mas aparentemente sem risco de vida. O segundo agente teve alta logo depois de ser tratado, pois não inspirava cuidados. Terá apenas sofrido ferimentos ligeiros.

A arma que disparou e que pertencia ao polícia que se encontra internado foi entretanto apreendida. Tendo em conta o testemunho do segundo polícia ferido e do cenário que encontrou no local, a PJ, numa primeira impressão, diz tratar-se realmente de um caso de “legítima defesa”.

A legitima defesa foi igualmente a tese oficial da PSP de Setúbal, horas após depois do acontecido. E a própria porta-voz da Direção Nacional da PSP, a comissária Cláudia Andrade, afirmou, na edição online desta quarta-feira (8 de setembro) do Observador, que os tiros foram disparados para a zona das pernas.

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E quando finalmente o homem tombou no chão terá sido atingido “acidentalmente” numa zona vital.

Sempre que acontece este tipo de ocorrências, em que os polícias disparam e existem feridos ou mortos, a própria Direção Nacional da PSP abre de imediato um inquérito. Esse mesmo inquérito visa apurar se os polícias agiram realmente em conformidade com a situação.

Simultaneamente, um inquérito é aberto também no Ministério Público. Ambos os inquéritos já se encontram abertos e aguardam-se desenvolvimentos. #"agressões #Violência